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Fusão
é fator que mais leva executivo a
sair da empresa
15-05-2007
Estudo da DBM - consultoria
especializada em gestão do capital
humano em momentos de transição
- conclui que o fator que mais promove desligamento
de executivos são os processos de
reestruturação, fusões
e aquisições, responsáveis
por 54% dos casos registrados pela empresa
no período de doze meses findo em
abril de 2007.
O trabalho considera o movimento
de gerentes, superintendentes, diretores,
vice-presidentes e presidentes de companhias
dos mais diversos portes no Brasil.
Em segundo lugar, aparecem
os programas de redução de
quadro, causa de 16% dos casos analisados
pela DBM nos últimos doze meses.
A terceira força que impele executivos
e companhia a se desligarem é a ausência
de 'química' entre o profissional
e suas interfaces. Segundo o estudo, 10%
dos desligamentos deve-se a problemas de
relacionamento entre os times, ou seja,
ausência de ´química'.
"As pessoas tratam
como sendo normais os desligamentos motivados
por ausência de quimica, mas trata-se
de um custo muito elevado tanto para as
empresas quanto para os profissionais perderem
seus laços por conta de um item que
poderia ser gerenciado", analisa Marcelo
Cardoso, presidente da DBM Brasil e América
Latina.
"As migrações
causadas por reestruturações,
fusões ou necessidade de corte são
muitas vezes motivadas por fatores externos,
que não podem ser administrados pela
companhia", destaca. No caso da 'química',
há possibilidade de monitorar melhor
o relacionamento entre executivos e time
para evitar perdas de talentos desnecessárias.
Realmente é um luxo caríssimo
deixar que ´química` seja uma
barreira para a formação de
melhores times", completa Cardoso.
"Vale lembrar que é da diferença
entre os perfis dos integrantes de um time
que nasce um grupo capaz de dar resultados
sustentáveis"
Estudo complementar da DBM
aponta, não à toa, a elevação
da demanda por profissionais que tenham
entre suas competências a capacidade
de estabelecer relações adultas
e saudáveis e capacidade de persuasão
e de criação de contratos
psicológicos com seus times. "Muitas
companhias, já vem sentindo a iminência
de um apagão de talentos e, por isso,
começam a atuar para minimizar o
problema de relacionamento", aponta
Cardoso.
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