Faturamento das MPEs paulista subiu 1,3% no 1º tri

16-05-2007

Os primeiros 90 dias de 2007 foram de recuperação para as micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas. Segundo a pesquisa Indicadores de Conjuntura, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), realizada mensalmente, o faturamento real dos pequenos negócios no primeiro trimestre de 2007 foi 1,3% maior que o mesmo período do ano passado, representando R$ 58,5 bilhões de receita para o universo das MPEs paulistas no 1º trimestre de 2007.

Na comparação entre março e fevereiro de 2007, o faturamento real subiu 7,6%, o que representou R$ 1,4 bilhão a mais na receita do universo dos pequenos negócios. As MPEs da indústria e do comércio foram as principais responsáveis pela expansão, com índices + 2,8% e + 2,6%, respectivamente, sobre o 1o. trimestre de 2006. Em março/07 o faturamento médio observado nas MPEs foi de R$ 15.311,13 e o nível de pessoal ocupado ficou em 4,31 pessoas, por empresa.

O nível de pessoal ocupado nos pequenos negócios não acompanhou a alta do faturamento e fechou o trimestre em baixa de 1,6% sobre 2006. Mas a comparação entre março e fevereiro deste ano (+0,2%), quando foram criadas 12 mil novas vagas - indica que os empresários estão mais otimistas com relação ao desempenho da economia para os próximos seis meses.

De acordo com Pedro João Gonçalves, economista do Observatório das MPEs do Sebrae-SP, os índices que mostram a recuperação do faturamento só não foram maiores por conta do fraco desempenho das pequenas empresas do setor de serviços (-2,6% na comparação do 1º trimestre/07 com o 1º trimestre/06), principalmente nas MPEs localizadas na região metropolitana de São Paulo (-2,3%).

“A inflação sob controle e a conseqüente recuperação da renda do trabalhador, os cortes nos juros básicos (Selic), a maior oferta de crédito e a recuperação do agronegócio propiciaram uma melhora no mercado interno e, conseqüentemente, contribuíram para o aumento da receita das pequenas empresas”, diz o economista.

Segundo Gonçalves, apesar na melhora nos últimos dois meses, o número de pessoas ocupadas nas MPEs ficou abaixo do registrado no final do 1º trimestre de 2006, devido ao fraco desempenho no 2º semestre de 2006.

Regiões

Por regiões, as micro e pequenas empresas do Grande ABC apresentaram o melhor desempenho no primeiro trimestre de 2007 em termos de faturamento (+ 11,9%) e na taxa de pessoal ocupado (13,5%), em comparação com o mesmo período do ano passado. Os pequenos negócios instalados no interior tiveram expansão no faturamento de 5,7% e pequena variação negativa no índice de pessoal ocupado (-1,3%). No município de São Paulo e na região metropolitana, as variações de faturamento foram negativas (-3,4% e -2,3% , respectivamente). No nível de pessoal ocupado também: -5,6% e -2%, respectivamente.

Rendimento Real

No primeiro trimestre de 2007, o rendimento dos empregados nas micro e pequenas empresas paulistas apresentou aumento de 6,6% na comparação do com o primeiro trimestre de 2006.

Segundo o Sebrae-SP, o rendimento dos empregados nas MPEs acompanhou a melhora da renda registrada na economia, com a recuperação dos salários acima da inflação nos dissídios, puxada pelas negociações dos trabalhadores com as grandes empresas.

Folha de Salários

O gasto das MPEs com a folha de salários teve alta de 4,4% no primeiro trimestre de 2007 em comparação com o mesmo período do ano passado, já descontada a inflação do período. Segundo a pesquisa, em média, as MPEs tiveram uma folha de pagamentos de R$ 2.009,00 no primeiro trimestre de 2007. De acordo com o Sebrae-SP, o valor da folha de pagamentos acompanhou a melhora na remuneração dos empregados.

A pesquisa completa está disponível em www.sebraesp.com.br, clicando em “Conhecendo a MPE”, seção “Indicadores”.

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