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PME´s
sofrem com má distribuição
do crédito
16-08-2007
De acordo com o estudo
“Perspectivas das PMEs na América
Latina”, realizado pela Visa
International, Região América
Latina e Caribe e a The Nielsen Company,
existe uma lacuna entre as necessidades
financeiras das pequenas e médias
empresas no Brasil e os produtos empresariais
aos quais têm acesso. Apesar
de 9 em cada 10 empresas entrevistadas
no país desejar crescer, existem
barreiras para a sua expansão
como, por exemplo, a percepção
da dificuldade de acesso ao crédito
e o desconhecimento das soluções
empresariais de pagamento eletrônico.
A pesquisa revela
que as PMEs do país precisam
aproveitar melhor os benefícios
que os instrumentos financeiros empresariais
desenvolvidos especialmente para esse
segmento oferecem, pois permitem administrar
melhor o fluxo de caixa, obter financiamento
e automatizar processos básicos
como o pagamento de fornecedores e
de serviços recorrentes. Isso
facilita o dia-a-dia dos pequenos
e médios empresários,
fazendo com que eles dediquem mais
tempo ao negócio.
A pesquisa destaca
os seguintes resultados:
De acordo com os resultados,
a maioria das pequenas empresas da
América Latina considera mais
simples se registrar e operar como
pessoa física ao invés
de jurídica. O Brasil é
a exceção, sendo o país
da região com o maior índice
de empresas registradas como pessoa
jurídica (82%).
88% dos donos de empresas entrevistadas
no Brasil estão bancarizados
em nível pessoal (98% possui
um instrumento bancário, seja
pessoal ou empresarial). 74% conta
com instrumentos financeiros empresariais
para o desenvolvimento de seu negócio.
No entanto, cerca de 50% indica que
utiliza produtos pessoais com fins
empresariais. Apesar dessa realidade,
75% das PMEs entrevistadas manifestou
interesse em separar os gastos pessoais
dos empresariais.
O acesso ao crédito é
um tema crítico para o segmento.
Os resultados mostram que apenas 23%
das PMEs brasileiras consideram fácil
ter acesso à alternativas de
crédito. 26% afirmou contar
com algum tipo de crédito formal,
a maioria concedido por bancos. No
entanto, os fornecedores de matéria-prima
e inventário servem como fontes
alternativas de financiamento, já
que 88% oferecem facilidades de pagamento
e 74% concedem descontos no pagamento
à vista.
· No que se refere a métodos
de pagamento, 76% das PMEs brasileiras
utilizam formas ineficientes de pagamento
como cheque e dinheiro para seus gastos
cotidianos, mesmo considerando que
o uso de ambos varia de acordo com
o tamanho da empresa. O estudo indica
que apenas 3% utiliza cartões
de crédito ou débito,
sejam empresariais ou pessoais.
“As PMEs representam
um elemento-chave para as economias
da América Latina. Esse estudo
oferece uma visão geral e permite
identificar oportunidades e necessidade
de financiamento básicas que
são necessárias para
alavancar a expansão de seus
negócios e a modernização
de suas operações”,
diz Rita Padovani, diretora de Customized
Research Brasil, da The Nielsen Company.
O estudo, que englobou
1200 PMEs de oito países da
América Latina e do Caribe
(Argentina, Brasil, Chile, Colômbia,
Costa Rica, México, Peru e
República Dominicana), foi
realizado entre janeiro e março
de 2007 com o objetivo de conhecer
em profundidade como funcionam as
PMEs e quais são os hábitos
de pagamento e financiamento, assim
como, identificar os desafios e as
oportunidades que essas empresas enfrentam
desde uma perspectiva financeira e
de mercado.
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