Vendas no pequeno varejo de SP caíram novamente em abril

18-06-2007

As vendas no pequeno varejo caíram pela segunda vez em 2007 e tiveram baixa de 5,2% em abril ante ao mesmo período de 2006, segundo apurou a Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. No ano, o pequeno varejo acumula queda de 0,9% no faturamento. Dos sete setores pesquisados, cinco apresentaram resultados negativos.

A facilidade de crédito contribuiu para que as lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados continuassem sua trajetória de elevação no faturamento e registrasse em abril alta de 6,6% nas vendas, ante o mesmo mês do ano anterior, e acumulado positivo de 12,7%. A tendência é que este comportamento permaneça nos próximos meses.

Em abril, o setor de Móveis e Decorações manteve o bom desempenho e registrou aumento de 4,8% nas vendas, na comparação com abril de 2006. Com isso, acumula no ano 11,6%. O aumento de crédito para compra de bens duráveis contribui para o resultado deste setor, que no ano comemora sua quarta elevação nas vendas.

O comprometimento de grande parte da renda com dívidas faz com que o consumidor tenha menos dinheiro disponível para o consumo. Este comportamento afeta diretamente o desempenho do setor de Alimentos e Bebidas, que em abril teve o pior desempenho dentre todos os grupos analisados pela PCPV, com queda de 17,2%. No ano, acumula retração de 13,3% em seu faturamento.

O grupo de Autopeças e Acessórios teve em abril queda de 15,5% no seu faturamento, ante o mesmo período do ano anterior e acumula no ano retração de 9,5%. A importação de peças mais baratas, produzidas principalmente na China e Índia, bem como a competição com grandes redes varejistas concessionárias foram os fatores que influenciaram este desempenho.

Abril também foi um mês ruim de vendas para o grupo de Eletroeletrônicos, que teve retração de 7,7%, ante ao mesmo período de 2006, e no ano contabiliza queda de 3,7%. A oferta de produtos importados mais baratos contribuiu para este desempenho.

A ausência de uma linha de financiamento de crédito no pequeno varejista está entre os fatores que afetaram o desempenho das lojas de Material de Construção em abril, mês em que o setor teve retração de 6,2% no seu faturamento real. Em 2007, o grupo acumula desempenho negativo de 9%.

A tendência de concentração do setor nas grandes redes foi um dos fatores que contribuiu para a queda de 3,7% em abril, no desempenho das Farmácias e Perfumarias do pequeno varejo. No quadrimestre, este grupo registra queda de 4,1%.


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