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Petrobras
é a empresa dos sonhos dos jovens
18-06-2007
Realizada pela Cia de Talentos,
consultoria especializada em programas de
estágio e de trainee no Brasil e
na América Latina, a pesquisa para
conhecer a “Empresa dos Sonhos dos
Jovens”, feita nos meses de abril
e maio de 2007, revela que a preferida é
a Petrobrás – pela terceira
vez consecutiva.
Na seqüência,
entre as dez mais votadas, foram escolhidas
a Unilever, Cia Vale do Rio Doce, Natura,
Nestlé, Microsoft, Google (uma empresa
jovem com imagem inovadora e nada tradicional
que aparece pela primeira vez no ranking),
Rede Globo, IBM do Brasil e Gerdau, nesta
ordem respectivamente.
Participaram do estudo 18
mil estudantes universitários e recém-formados,
com 24 anos de idade em média, que
responderam as questões via internet.
16.164 respostas foram consideradas válidas,
das quais o público feminino contribuiu
com 62% e o masculino com 38%.
Segundo Sofia Esteves, presidente
da Cia de Talentos, o objetivo do estudo,
que acontece anualmente e está na
6ª edição, é ajudar
as empresas a entender a “cabeça”
do universitário e preparar melhores
programas de estágio e trainees,
além de conseguir retê-lo.
“Também é valorizar
as empresas vencedoras; entender as expectativas
do jovem de forma mais concreta, ou seja,
os motivos que o levaram a escolher a ‘sua
empresa dos sonhos’ e saber o nome
desta organização”,
explica a presidente.
Detalhes
Segundo ela, um fato importante
é ressaltar o grande número
de companhias brasileiras que apareceram
no ranking (50% do total), desbancando grandes
multinacionais que praticamente dominavam
o cenário nos anos passados. A pesquisa
demonstrou que o motivo que levou os jovens
a escolher sua empresa dos sonhos foi a
junção de fatores como:
* desafios;
* oportunidades de crescimento;
* infra-estrutura de trabalho;
* imagem que a empresa tem no mercado e,
de forma surpreendente;
* o salário e benefícios que,
no estudo, aparecem em quinto lugar.
Com relação à difícil
questão sobre como manter o talento
na empresa, a pesquisa mostrou que, na opinião
dos jovens, os motivos são:
* a possibilidade de crescimento
profissional, com 35% entre os aspectos
mais importantes;
* a existência de benefícios
ou participação nos lucros
(18%);
* boa infra-estrutura tecnológica
ou ambiente de trabalho (9%);
* salário de acordo com a profissão
exercida (7%);
* oferta de programas de desenvolvimento
e/ou plano de carreira (6%);
* carreira internacional (cargos no exterior)/exposição
internacional (congressos, visitas) (4%);
* oportunidade de realizar projetos desafiadores
(4%);
* flexibilidade de horário/qualidade
de vida (dedicar-se ao trabalho e à
vida pessoal) (3%).
Após comparação desse
estudo com as pesquisas do mesmo tema feitas
anteriormente, algumas tendências
se consolidam e novidades são reveladas
como as seguintes:
* valorização
de empresas brasileiras;
* grande porte, estruturas profissionalizadas,
internacionalizadas;
* forte imagem institucional;
* projetos sociais e investimentos no meio
ambiente;
* marcas fortes e de segmentos como bens
de consumo, indústria pesada, * tecnologia
e serviços que se mantém no
ranking;
* instituições financeiras
que, este ano, não aparecem entre
as dez mais votadas;
“A oferta alta permite ao jovem a
possibilidade de escolha favorecendo que
estipule um conjunto de fatores para apoiar
sua decisão. Entre eles estão
questões referentes à qualidade
de vida, como a existência de um ambiente
sem pressão (pouco estresse), tempo
livre para outras atividades, empresa voltada
para projetos sociais e responsabilidade
ambiental”, destaca Sofia.
Ainda segundo ela, para
as empresas o estudo mostra que a tendência
é a necessidade de transformação
na forma da organização pensar,
atrair, desenvolver e reter talentos. Também
é necessário programas mais
desafiadores que proporcionem resultados
mensuráveis de forma rápida
e concreta.
É importante ainda
a competição mais acirrada
na busca de universitários, levando
a desenhos inovadores de estágios
e de trainee, bem como a identificação
e aumento de talentos em escala continental.
Também há a necessidade de
aprimorar as atividades de acompanhamento
para o jovem a fim de assegurar o desenvolvimento
de sua maturidade e garantir os resultados,
além da valorização
de programas voltados para pós-graduados.
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