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Venda
de imóveis usados cresce, mas locação
recua em SP
19-06-2007
O mercado de imóveis
usados continua aquecido na cidade de São
Paulo. Depois de haver crescido 1,82% em
abril, as vendas de casas e apartamentos
aumentaram 2,69% em maio segundo mostra
pesquisa feita com 451 imobiliárias
da Capital pelo Conselho Regional de Corretores
de Imóveis do Estado de São
Paulo (Creci-SP). O índice evoluiu
de 0,4923 para 0,5055 no período.
A situação
é oposta ao do mercado de locação,
que registrou nova queda em maio. As imobiliárias
consultadas pelo CRECI-SP alugaram menos
imóveis na cidade de São Paulo,
o que fez o índice de locação
recuar 0,33%. Em Abril, a queda no número
de novos contratos havia sido de 1,1%.
"A ampliação
das ofertas de imóveis à venda
e a melhoria das condições
de financiamento, somadas ao crescimento
da economia que traz mais estabilidade às
famílias, fazem com que haja um deslocamento
de interesse da locação para
a compra da casa própria", avaliou
o presidente do CRECI-SP, José Augusto
Viana Neto. "Quem pode, vai sempre
optar por trocar o aluguel pela prestação
do financiamento, mas a continuidade desse
movimento, que é positivo, vai depender
da manutenção do crédito
bancário."
Preferidos
Casas e apartamentos com
valor até R$ 100 mil representaram
54,25% do total de imóveis vendidos
em maio, segundo pesquisa feita pelo CRECI-SP
com 451 imobiliárias. A maioria foi
negociada à vista (61,4%), ficando
os financiamentos bancários com 31,9%.
Os consórcios (1,32%) e a venda financiada
diretamente pelos proprietários (5,26%)
responderam pelo restante dos contratos.
A pesquisa CRECI-SP registrou
11 ocorrências de baixa e 8 de alta
de preços médios de casas
em maio. O preço que mais subiu -
3,85% - foi os dos imóveis de padrão
médio com até 7 anos de construção
localizados na Zona C, em que estão
agrupados bairros como Lapa, Moóca
e Vila Mazzei, entre outros. O preço
médio do metro quadrado era de R$
2.319,81 em abril e passou a R$ 2.409,06
em maio.
Já a maior baixa
no preço de casas foi registrada
na Zona E, que reúne bairros como
Brasilândia, Jardim Brasil e Guaianases.
A pesquisa CRECI-SP constatou que houve
redução de 5,36% no preço
médio do metro quadrado dos imóveis
de padrão Standard construindo há
mais de 15 anos - o valor caiu de R$ 510,73
em abril para R$ 483,33 em maio.
No mercado de apartamentos,
a pesquisa CRECI-SP registrou número
equivalente de altas (9) e de baixas (11)
dos preços médios. O preço
que mais subiu no período foi o dos
imóveis de padrão Standard
construídos há mais de 15
anos e localizados na Zona C - ele passou
de R$ 806,86 em abril para R$ 850,79 em
maio, uma alta de 5,44%.
O apartamento cujo preço
médio de metro quadrado teve a maior
queda também estava situado na Zona
C, só que numa faixa de construção
mais nova - entre 8 e 14 anos. O preço
encolheu 5,85%, caindo de R$ 1.808,28 em
abril para R$ 1.702,40 em maio.
Aluguel
A maioria das novas locações
contratadas nas 451 imobiliárias
pesquisadas pelo CRECI-SP em maio situou-se
na faixa de aluguel de até R$ 600.
Esses imóveis somaram 59,02 % do
total, segundo os números levantados
pela pesquisa CRECI-SP.
As devoluções
de imóveis no período foram
6,57% maiores e a maioria devolveu os imóveis
por motivos diversos dos financeiros (75,6%),
como término de contrato. A inadimplência
também cresceu em maio - ela foi
1,74% maior que em abril, atingindo 5,95%
dos contratos em vigor nas imobiliárias
pesquisadas.
A pesquisa CRECI-SP registrou
20 ocorrências de baixa e 22 de alta
dos aluguéis médios no período.
A locação que mais subiu -
9% - foi a de casas de 2 dormitórios
situadas na Zona C. O valor médio
desse tipo de imóvel era R$ 625,51
em abril e em maio passou a R$ 681,82.
E o aluguel que mais baixou
(-6,83) foi o de casas de 4 dormitórios
situadas na Zona D, onde estão agrupados
bairros como Água Rasa, Liberdade
e Penha. Segundo a pesquisa CRECI-SP, o
valor médio caiu de R$ 1.080,00 em
abril para R$ 1.011,11 em maio.
Foi generalizado, também,
o aumento no número de ações
propostas na Capital no mês de maio.
As por falta de pagamento passaram de 1.732
para 2.001 no período, crescendo
15,53%. As renovatórias aumentaram
o percentual em 21,21% (de 33 para 40);
as consignatórias, 8,3% (de 12 para
13) e as ordinárias, 57,52% (de 113
para 178).
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