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Dias
das Mães e dos Namorados animam comércio
20-04-2007
A proximidade de datas comemorativas
como “Dia das Mães” e
“Dia dos Namorados”, está
movimentando positivamente os consumidores,
sinalizando aos varejistas um aumento nas
vendas para o período. Esta é
a conclusão dos dados da pesquisa
“Expectativas de Consumo – Abril
a Junho de 2007”, conduzida pelo PROVAR
– Programa de Administração
de Varejo, da Fundação Instituto
de Administração – FIA,
em parceria com a Canal Varejo - Consultoria
em Varejo de Bens e Serviços, que
acaba de ser divulgada.
A pesquisa faz parte do
núcleo de estudos sobre o comportamento
do consumidor e considerou a intenção
de compras dos consumidores para os seguintes
segmentos do varejo: Automóveis,
Autopeças, Casa, Mesa e Banho, Eletroeletrônicos,
Foto e Ótica, Informática,
Linha branca, Material de Construção,
Móveis e Telefonia e Celulares.
Segundo a pesquisa, no topo
da lista de compras estão os produtos
do segmento “Moveis”, com 10,8%,
que apresenta um aumento significativo de
200% na intenção de compra,
em relação ao primeiro trimestre.
Em segundo lugar, estão os produtos
do segmento “Informática”,
com 10% de intenção de compras,
seguido por “Telefonia e Celulares”,
com 9%.
Ambos os setores apresentaram
aumento na intenção de compra,
com 35,14% e 66,67%, respectivamente. “O
trimestre é marcado por datas significativas
no calendário do varejo e o consumidor,
responde positivamente”, explica o
professor Claudio Felisoni de Ângelo,
coordenador geral do PROVAR/FIA.
Os resultados apontam que,
em relação ao trimestre anterior,
o percentual de pessoas sem intenção
de compras baixou de 54,8% para 45,2%. “Certamente
as comemorações do período
despertam um potencial maior para as compras.
As notícias são boas”,
afirma Felisoni. “Entretanto, é
preciso considerar que a movimentação
do consumo ainda enfrenta o problema da
sobreposição e saturação
dos meios de crediário para aquisição
de bens duráveis”, avalia o
professor.
“Isto significa que
a renda do consumidor está extremamente
comprometida, em função de
linhas de crédito adquiridas no passado
e a prazos cada vez mais extensos e explica
porque, segundo apuramos, 45,2% dos consumidores
não pretendem adquirir produtos dos
segmentos pesquisados”, acrescenta
o coordenador.
“Quando comparamos
os resultados em relação ao
mesmo período do ano anterior, vemos
queda. Para o segmento ‘Móveis’,
há queda de 10% na intenção
de compra e os segmentos ‘Informática’
e ‘Telefonia e Celulares’, têm
queda de 13,8% e 47,1%, respectivamente”,
aponta o professor.
Outro dado apurado pela
pesquisa é a quantia que os consumidores
planejam gastar nestas compras. O segmento
“Móveis”, por exemplo,
embora em primeiro lugar na intenção
de compras, apresentou a maior queda nesta
quantia, 29,8%, passando de R$ 1.317,37,
no primeiro trimestre, para R$ 934,26 neste
trimestre. Já o setor de “Material
de Construção”, que
figura entre os últimos itens na
intenção de compras, apresentou
aumento de 164,47% nesta quantia, passando
de R$ 1.238,33 para R$ 3.275,00 neste trimestre.
Em contrapartida, o segmento
“Eletroeletrônicos”, que
está no quinto lugar no ranking,
sofreu uma queda de 14,19% na intenção
de gasto, passando de R$ 1.235,71 para R$
1.060,34. "Considerando os efeitos
combinados de intenção de
compra e de intenção de gasto,
os resultados indicaram expectativa crescente
de consumo para a maioria dos segmentos
de bens duráveis e semiduráveis
pesquisados, incluindo automóveis,
informática e telefonia celular",
assinala Felisoni.
A pesquisa de campo revelou
também que a intenção
de utilização do crediário
é um dos estimuladores das compras
no período. Para entrevistados que
planejam adquirir automóveis no período,
75% pretendem fazê-lo utilizando linhas
de crédito. O mesmo movimento também
se observa nos produtos que figuram em primeiro
lugar da lista: “Móveis”,
com 64,8%, “Informática”,
com 40%, “Telefonia e Celular”
e “Linha Branca”, com 33,3%
e 69,2%, respectivamente.
Com objetivo claro de apontar
tendências, os pesquisadores do PROVAR/FIA
ressaltam que a pesquisa não deve
ser usada apenas para previsões de
demanda. Realizada periodicamente (trimestralmente)
pelo Programa, a pesquisa já coleciona
dados que permitem inferências e comparações
sobre o consumo de bens, no que se refere
a tendências e sazonalidades.
Nesta edição,
participaram da pesquisa 500 consumidores
da cidade de São Paulo, que foram
entrevistados em locais de grande fluxo
de potenciais consumidores, no período
de 10 a 25 de março de 2007. Eles
foram escolhidos pelos entrevistadores segundo
critérios definidos pela pesquisa
como sexo, distritos da cidade, considerando
representantes de todas as camadas sociais.
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