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Vacância
em escritórios de alto padrão
cai em toda São Paulo
21-05-2007
O escritório brasileiro
da consultoria anglo-americana Jones Lang
LaSalle informa que, conforme os resultados
de seu estudo trimestral sobre o setor de
escritórios na cidade de São
Paulo, o mercado vive um viés de
alta.
De acordo com os dados da
empresa, a procura por imóveis comerciais
registrou aumento nos três primeiros
meses de 2007. Essa movimentação
resultou numa taxa de vacância de
12,37% no período, apesar da entrega
de novos empreendimentos cuja área
totalizou 40 mil m² a mais em comercialização.
Ou seja, mesmo com a chegada de novo estoque
ao mercado, a taxa de vacância caiu
1 ponto no comparativo ao último
trimestre do ano passado.
Segundo os números
da Jones Lang LaSalle, as regiões
da cidade nas quais se verificou o melhor
desempenho em locação de escritórios
foram Faria Lima e Vila Olímpia,
com queda de 9% e Alphaville e Berrini,
que tiveram queda de 4 pontos.
Outro dado positivo do primeiro
trimestre foi o da absorção
líquida – espaço ocupado
no período menos o espaço
ocupado do período anterior -: 50
mil metros quadrados, 45% maior em relação
ao trimestre anterior e 27% superior ao
índice medido no mesmo período
do ano passado.
“Se analisarmos somente
o primeiro trimestre dos últimos
anos, veremos que o que se encerrou há
pouco trouxe o melhor resultado de absorção
líquida desde 2004”, salienta
Lílian Feng, especialista da área
de pesquisa da Jones Lang LaSalle.
De acordo com a executiva,
as principais taxas de absorção
líquida registradas na cidade de
São Paulo ficaram assim distribuídas:
Paulista, com 28%; Berrini, 19%; e Vila
Olímpia, 16%.
“Essas regiões
foram responsáveis por 68% de todos
os espaços efetivamente ocupados
da cidade no período e correspondem
praticamente a toda a absorção
líquida do último trimestre
do ano passado 2006”, compara Lilian
Feng.
A executiva se mostra otimista
quanto ao desempenho do segmento nos próximos
períodos. “Temos hoje uma taxa
de vacância muito próxima à
do final dos anos 90, época em que
o mercado se manteve aquecido em virtude
da forte demanda gerada pelas privatizações,
pela chegada de novas multinacionais e mesmo
pelo boom das empresas de telecom”,
assinala Lilian.
No último trimestre,
o preço médio por metro quadrado
nas regiões nobres da cidade se situou
na faixa de R$ 30 para R$ 95. Nas regiões
secundárias, a variação
ficou entre R$ 25 e R$ 60 e foi de R$ 38
a R$ 65 nas áreas alternativas.
Os números da Jones
Lang LaSalle apontam também para
aumento na previsão de novo estoque
de escritórios, com a entrega de
dois novos empreendimentos no próximo
trimestre com área equivalente a
30 mil m² – um deles, contudo,
sede própria de uma empresa e portanto
100% ocupado a partir da entrega.
A Jones Lang LaSalle acredita
que fatores como a queda constante do Risco-País,
a estabilidade da economia brasileira, o
PAC e a própria movimentação
das incorporadoras e construtoras na Bovespa
atrairão os investidores para o mercado
de imóveis comerciais de alto padrão.
“A tendência
desse mercado, a curto prazo, é a
de estabilidade, com pequenas oscilações
na taxa de vacância e nos valores
médios de locação”,
reforça Lilian.
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