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Brasileiro
quer trabalhar, mesmo aposentado
22-05-2007
O HSBC lançou nesta
terça-feira, em âmbito mundial,
os resultados do mais amplo estudo global
sobre envelhecimento, atitudes e expectativas
em relação à aposentadoria,
intitulado "O Futuro da Aposentadoria
- A Nova Terceira Idade". A pesquisa,
realizada pelo Fórum Global do Envelhecimento
e Aposentadoria do HSBC em parceria com
a Oxford Institute of Ageing, abrangeu 21
países e territórios de cinco
continentes. Foram entrevistadas 21 mil
pessoas de 40 a 79 anos, sendo 1001 apenas
no Brasil. O trabalho apresenta dados e
análises sobre temas relacionados
com três áreas fundamentais
da vida na terceira idade: contribuição,
famílias e saúde.
Os resultados globais mostram
que a aposentadoria não é
mais vista como um período de completo
descanso ou dependência. Segundo a
instituição, as pessoas nos
60 e 70 anos de idade são um bem
extraordinário para a sociedade e
elas já percebem essa nova fase de
suas vidas como um período para ser
apreciado e desfrutado.
O objetivo do estudo é
fazer uma contribuição construtiva
para o debate sobre a nova terceira idade.
Stephen Green, presidente mundial do Grupo
HSBC, diz é do interesse do HSBC
e da sociedade conhecer o que as pessoas
pensam em relação à
velhice para que se organizem e possam moldar
suas expectativas do futuro. "O estudo
mostra que estar na terceira idade não
é mais um peso para sociedade e que
ter 70 anos, hoje em dia, representa o mesmo
que ter 50, 20 anos atrás. Essas
pessoas estão muito mais saudáveis
e produtivas e ainda fazem uma grande contribuição
como voluntárias, trabalhadores e
membros de família", afirma
Green.
Brasil
Segundo os realizadores
do estudo, o Brasil apresentou dados muito
positivos em relação às
expectativas para o futuro, como o fato
de 93% das pessoas entre 60 e 79 anos se
descreverem como predominantemente em razoável,
boa ou muito boa saúde. Esses números
comprovam também os resultados mundiais,
que citam a melhoria de qualidade assim
como de aumento de expectativa de vida para
a nova terceira idade.
Outro dado relevante da
pesquisa no Brasil comprova que 71% das
pessoas gostariam de continuar trabalhando
o máximo possível, até
quando se sentissem aptas para isso, e não
simplesmente pela questão de ter
atingido uma idade limite. O fato de apenas
34% dos brasileiros, entre 60 e 69 anos,
terem alguma forma de trabalho pago, demonstra
a saída precoce do mercado de trabalho,
contrária à idéia citada
anteriormente.
Destaques:
· 71% das pessoas
gostariam de trabalhar até quando
se sentissem aptas para isso;
· A família
é o fator pessoal de identificação
de 75% dos brasileiros;
· Apenas 50% das
pessoas entre 50 e 59 anos têm alguma
forma de trabalho pago;
· 27% das pessoas
entre 60 e 69 anos, 35% entre 40 e 49 anos
e 22% entre 70 e 79 anos percebem a vida
como cheia de oportunidades frequentemente;
· 48% dos pré-aposentados
e 60% dos pós-aposentados não
têm receio de ter que lidar com uma
nova situação financeira;
· 10% das pessoas
entre 40 e 49 anos já exercem trabalho
voluntário e 9% entre 60 e 79 anos;
· 25% das pessoas
entre 40 e 79 anos dão algum tipo
de suporte financeiro para parentes ou amigos;
· 28% das pessoas
entre 70 e 79 anos acham que a falta de
dinheiro dificilmente ou nunca irá
impossibilitá-las de fazer o que
querem fazer.
Marcelo Teixeira, diretor
geral da HSBC Vida e Previdência,
afirma que o brasileiro, em comparação
com o restante do mundo, é o que
mais tem a preocupação em
ajudar a família. Dos brasileiros
entrevistados, 94% contam que vão
ajudar os pais quando estes ficarem velhos,
contra 80% na média mundial. E os
brasileiros com mais idade também
estão se preparando para ajudar seus
filhos, 93% contra 70% no resto do mundo.
"Isso mostra que a família continua
sendo um importante pilar na realização
pessoal do brasileiro", diz Teixeira.
Resultados
globais
Em todo o mundo, as pessoas
na faixa dos 60 e 70 anos se sentem em forma
e com disposição, saudáveis
e no controle de suas vidas. E estão
usando este "presente", de uma
boa qualidade de vida, da maneira mais construtiva
possível: contribuindo para a sociedade
e para suas famílias. A pesquisa
constatou que as pessoas mais velhas contribuem
com bilhões de dólares para
a economia em trabalho voluntário,
como também auxiliam no suporte à
família e à comunidade.
· 86% dos indivíduos
entre 60 e 79 anos se definem predominantemente
como tendo uma saúde razoável,
boa ou muito boa;
· Quase metade das
pessoas nos 40 e 50 anos, que ainda estão
trabalhando, esperam continuar a trabalhar
até quando for possível. 29%
esperam se aposentar quando tiverem idade
suficiente para receber a aposentadoria;
· As famílias
estão mudando, mas ainda definem
quem somos. Em relação à
identificação pessoal, a família
apareceu em primeiro lugar, com 2/3 de todas
as respostas. A religião ficou em
segundo lugar, com 9%, o trabalho com 8
%;
· As pessoas mais
velhas contribuem com bilhões de
dólares em trabalho voluntário.
Cerca de 1/3 de todos pesquisados são
ou já foram voluntários no
passado;
· Pessoas com idade
entre 60 e 79 anos são colaboradores
vitais de apoio financeiro, prático
e cuidados pessoais dentro da família;
· 41% das pessoas
entre 40 e 50 e 1/3 delas entre 60 e 70
provêem assistência financeira
aos filhos;
· Em todas as economias,
entre as pessoas que ainda trabalham e que
esperam continuar trabalhando ao invés
de se aposentar, 71% diz que é porque
querem;
· Na maioria dos
países, uma proporção
maior de pessoas se aposentou precocemente
no passado que se espera no futuro.
(*) A íntegra dos relatórios
está à disposição
dos jornalistas na página www.hsbc.com.br/ofuturodaaposentadoria.
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