Diminui total de paulistanos endividados

22-05-2007

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, indicou que em maio 60% dos paulistanos estão endividados, dois pontos percentuais a menos que abril. Na comparação com o mesmo período de 2006, o índice não sofreu nenhuma alteração. O número de inadimplentes também melhorou e ficou em 43%, contra 45% no mês anterior. No contraponto a maio de 2006, o nível aumentou 5 pontos percentuais.

Apesar da melhora nos níveis de inadimplência e endividamento, eles ainda permanecem em patamares altos. Além disso, o comprometimento da renda do consumidor com dívidas piorou. Em níveis gerais, o índice aumentou de 31% em abril para 35% em maio.

Segundo o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, o aumento nos prazos de financiamento contribuiu para a queda da inadimplência e para o aumento do comprometimento da renda dos consumidores em maio.

"É importante observar que financiamentos a longo prazo podem trazer conseqüências, já que o consumidor está com uma parcela muito grande de seu salário comprometido, ou seja, ele não tem espaço no orçamento para imprevistos. A longo prazo, isso pode provocar um aumento da inadimplência ressalta Szajman.

Na análise por faixa salarial, os consumidores com rendimentos de até 3 salários mínimos são os que mais sofrem com inadimplência e endividamento. Neste universo, 65% têm dívidas e 57% têm contas em atraso. Entre os consumidores com rendimentos de 3 a 10 salários mínimos, o endividamento é de 64% e a inadimplência de 43%. Naqueles com rendimentos superiores a este patamar, acima de 10 salários mínimos, 53% estão endividados e 30% inadimplentes.

O percentual do comprometimento da renda dos endividados com o pagamento de dívidas aumentou 4 pontos percentuais neste mês, atingindo 35%. Na análise segmentada por renda, os consumidores que ganham até 3 salários mínimos apresentam percentual de 36%, enquanto entre os que ganham de 3 a 10 salários mínimos, o índice é de 35%. Consumidores com rendimentos superiores a 10 salários mínimos apresentam 34% de sua renda comprometida com dívidas.

Em maio, 72% dos consumidores declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso, mesmo patamar que abril. No grupo com rendimentos de até 3 salários mínimos o percentual foi de 63%. Este número melhora conforme aumenta o nível de renda: 75% (3 a 10 salários mínimos) e 82% (acima de 10 mínimos).

Com relação ao prazo médio de endividamento, a maior incidência se verifica no período de 3 meses a 1 ano, atingindo 42% dos entrevistados. Essa situação se verifica em todos os grupos analisados, seja por renda, sexo ou idade. O restante divide-se entre os períodos de até 3 meses (21%) e mais de 1 ano (36%).

Na análise segmentada por sexo, os homens estão mais endividados que as mulheres: 63% contra 58%. Com relação a inadimplência, o resultado é inverso: 44% das mulheres têm contas em atraso, contra 42% dos homens. Na avaliação por faixa etária, os consumidores com idade inferior a 35 anos apresentam-se mais endividados (62%), mais inadimplentes (44%) e com comprometimento de renda maior (35%). Entre os consumidores com mais de 35 anos, 57% possuem dívidas, 41% estão inadimplentes e 33% da renda está comprometida com dívidas.

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