Cresce mercado de aditivos para rações de animais

O Brasil é hoje um dos maiores exportadores de carne do mundo devido à qualidade e ao controle sanitário de seus produtos, fatores considerados essenciais para o atendimento à demanda mundial. O surgimento de casos como a vaca louca e a gripe aviária na Europa e na Ásia também contribuíram para o crescimento das exportações do país.

Com a alta das carnes brasileiras no exterior e também seu maior consumo interno, outro setor beneficiado é o de aditivos para rações de animais. De acordo com recente estudo da Frost & Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, que analisou as vitaminas, as enzimas e os aminoácidos, esse cenário de forte demanda nacional e internacional levará ao crescimento dessa indústria no Brasil. Até 2012, espera-se uma receita de US$ 383.1 milhões para esse mercado, com a produção de 61 milhões de toneladas de ração.

Segundo Victoria Verdier, analista de pesquisa da consultoria, durante o ano de 2005, as aves brasileiras foram responsáveis pelo consumo de 57% do total de ração consumida, seguida pelos suínos, com 26%. "Isso porque foram produzidos 9.3 milhões de toneladas de carne de frango, 350 mil toneladas de peru e 26.4 milhões de ovos, sendo parte desse total exportados para 142 países", afirma.

Victoria explica que nos últimos 20 anos essa indústria tem crescido cerca de 8% ao ano. Isso se deve basicamente à demanda consistente da população, que vem aumentando cada vez mais, e também ao incremento das finanças das classes C e D, maiores consumidoras de carne de frango e boi.

A analista destaca ainda que as enzimas, um dos últimos aditivos lançados que ainda têm baixa penetração no mercado brasileiro, auxiliam na redução de custos com alimentação desses animais. "São elas as responsáveis pelo crescimento mais saudável do animal, sem que ele necessite se alimentar muito para isso, pois contêm fibras e facilitam a digestão", diz.

Apesar dos resultados otimistas para o Brasil, muitos países passaram a adotar medidas rigorosas para a entrada de carnes estrangeiras, entre eles, os da União Européia. Das medidas adotadas pela comunidade, está a restrição no uso de antibióticos, que aceleram o crescimento dos animais.

"Apesar de banir o uso para algumas das carnes exportadas, o Brasil, entretanto, está longe de colocar em prática essa medida no ambiente interno", diz Victoria. "Fabricantes afirmam que esses produtos não fazem mal à saúde da população e por isso não há a necessidade de coibir seu uso nas rações de animais", finaliza. Site: www.frost.com

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