Supermercados e farmácias recebem menos cheques sem fundos

25-04-2007

Em meio a tantas contas para pagar, especialmente nos primeiros meses do ano, há momentos em que o consumidor precisa e decide priorizar. Os pagamentos de gêneros de primeira necessidade ficam na "ordem do dia" e as outras contas ficam para depois. Esse comportamento pode explicar o fato dos níveis de inadimplência em segmentos como supermercados e farmácias estarem abaixo da média nacional em pesquisa realizada em março pela Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo.

Enquanto o índice de cheques sem fundos no Brasil ficou em 3,41% no período, nas farmácias foi registrado indicador de 2,31%, abaixo 32,37% do nacional. Os supermercados seguiram a mesma tendência. Com índice de 2,49%, a inadimplência no segmento foi menor 26,98% em comparação com a do país.

"Com o alto endividamento do consumidor, muito por conta da explosão do crédito nos últimos anos, é natural que, em certos momentos, ele opte por preservar seu poder de compra em segmentos em que certamente voltará a consumir, estabelecendo assim uma relação de confiança com o estabelecimento", afirma José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque.

Ainda de acordo com o estudo, outros índices também foram positivos para ambos os setores. O indicador de fraudes, tanto nas farmácias quanto no segmento supermercadista, ficou abaixo do índice brasileiro de 0,16%. No setor farmacêutico, as transações com cheques fraudados representaram 0,06% do total, índice 62,52% menor em comparação ao do Brasil. Nos supermercados, nos quais as fraudes responderam por 0,09% do total, a diferença foi de 43,75%.

Já em relação ao indicador de cheques sustados, enquanto as farmácias e os supermercados apresentaram índices de 0,29% e 0,36%, respectivamente, o Brasil registrou indicador de 0,54%. O índice do setor farmacêutico foi inferior ao nacional em 46,85% e o do segmento supermercadista em 33,33%. "Estes segmentos são pouco visados por estelionatários, por oferecerem produtos de baixo valor agregado e de difícil repasse para o mercado", comenta Praxedes.

Nestes segmentos, a preferência do consumidor pelo parcelamento também é maior em relação ao comportamento geral. As transações com cheques pré-datados nas farmácias e nos supermercados superaram em 0,59% e 14,61%, respectivamente, o índice médio de compras parceladas com cheques no Brasil, que foi de 71,11% em março.

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