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Parque tecnológico não
anda sem verba pública
25-09-2007
Para melhor entender
a origem dos recursos que fazem dos
parques tecnológicos empreendimentos
possíveis e financeiramente
viáveis, a professora Aline
Figlioli realizou um estudo em seis
destas iniciativas no Brasil e no
Exterior.
“É muito
pouco provável que esses parques
saíssem papel sem investimento
estatal”, avalia. Esse envolvimento
governamental, por meio da doação
de terrenos, isenção
fiscal ou abertura de crédito,
segundo ela, acaba com os riscos na
perspectiva imobiliária dos
empreendimentos por meio da promoção
de um processo inicial de instalação
das empresas no parque.
Na Faculdade de Economia
e Administração de Ribeirão
Preto (FEARP) da USP, Aline analisou
em sua pesquisa de mestrado as perspectivas
de financiamento para implementação
dos parques tecnológicos, espaços
onde instalam-se empresas nas quais
conhecimento e tecnologia são
os responsáveis pela maior
parte do valor agregado aos produtos.
“Nesses empreendimentos o estado
assume o risco inicial, impulsionando
a implementação e o
funcionamento do parque”, revela.
O estudo de Aline
analisou três empreendimentos
no Brasil, dois em Portugal e um na
Espanha. "A escolha foi resultado
da indicação por especialistas
da área, tendo em vista o objetivo
da pesquisa que era compreender a
questão do financiamento",
afirma Aline que é também
consultora da equipe de gestão
do Parque Tecnológico de Ribeirão
Preto.
Nos parques brasileiros,
ela identificou uma relação
estreita com as universidades. “Dos
três casos analisados no Brasil,
dois tem um vínculo forte com
alguma instituição de
ensino superior”, diz. Ele se
refere ao Tecnopuc (ligado à
Pontifícia Universidade Católica
do Rio Grande do Sul) e ao Pólo
de Informática de São
Leopoldo (ligado à Unisinos).
A maior participação
do capital estatal nos parques portugueses
é outro fato interessante constatado
pela pesquisadora. Para Aline, isso
se deve a uma maior disponibilidade
de recursos do estado português
comparativamente ao brasileiro. “A
União Européia possui
fundos comunitários aos quais
Portugal pode recorrer para bancar
a instalação de parques
no seu território”, afirma
a pesquisadora.
Segundo Aline, os
parques tecnológicos não
recebem apenas empresas de grande
porte. “Podem ser empresas dos
mais variados tamanhos. No caso do
Tecnopuc temos multinacionais como
Microsoft e Siemens e, da mesma forma,
temos empresas que ‘saíram’
de dentro da universidade”,
ressalta.
Essa é a primeira
pesquisa a analisar os parques tecnológicos
enfocando a questão do financiamento.
“O objetivo da pesquisa não
foi avaliar ou discutir os impactos
econômicos e sociais. Também
não era nossa idéia
propor um modelo de implementação
de parques”, finaliza. (Renato
Sanchez - Agência USP de Notícias)
Mais informações: (0XX16)
3911-3250. Pesquisa orientada pela
professora Geciane Silveira Porto.
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