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Confira dicas para locação segura
no Carnaval
Alugar por um preço menor
nem sempre significa fazer o melhor negócio,
muito menos o negócio mais seguro. Muitas
pessoas já foram vítimas de estelionatários
que se valem da boa-fé geral para "alugar"
imóveis que não lhes pertencem nem
nunca viram.
Como forma de contribuir para
a tranqüilidade e segurança de proprietários
e inquilinos de imóveis para temporada,
o Conselho Regional de Corretores de Imóveis
do Estado de São Paulo (Creci-SP) preparou
algumas dicas com orientações básicas
para quem não deseja ser surpreendido nem
ver suas férias ou dias de descanso serem
frustrados. Confira a seguir:
Corretor
Proprietário e inquilino devem procurar
um corretor de confiança, com quem já
tenha mantido algum contato. Caso ainda não
conheça profissionais ou imobiliárias
credenciados, devem procurar informações
nas Delegacias do CRECI-SP situadas nas cidades
do Litoral (ver relação abaixo),
ou na Capital. Os corretores e imobiliárias
credenciados possuem número de registro,
que pode ser exigido pelo interessado, e respondem
a um Código de Ética rigoroso.
Visita
Uma dica importante: deve-se visitar
o imóvel antes de fechar o negócio,
sempre que possível. A visita permite saber
qual é o estado real da propriedade, as
características da vizinhança, qual
a distância exata do imóvel até
a praia (no caso do Litoral), além das
condições dos equipamentos domésticos.
Caso não possa fazer a
visita, o interessado no aluguel deve pedir ao
corretor com o qual está negociando o contrato
que lhe mande fotos do imóvel (fotos digitais
por e-mail). A maioria dos corretores e imobiliárias
dispõe desse recurso.
Contrato
Uma providência importante é fazer
um contrato para o aluguel do imóvel, mesmo
que a locação dure uma semana. Neste
contrato devem constar as datas de entrada e saída
do inquilino, o valor, a forma de pagamento, eventuais
multas para os casos de atraso ou depredação
e até o número de pessoas que vão
ficar no imóvel.
Do contrato também deve
constar o número de copos, talheres, pratos,
panelas e outros utensílios que estejam
à disposição do inquilino
na casa ou apartamento. Na data da entrada do
inquilino no imóvel, deve-se verificar
se tudo está de acordo com o especificado
no contrato, repetindo-se o procedimento na saída.
Pagamento
As formas de pagamento do aluguel de temporada
são livremente combinadas entre proprietário
e inquilino. A prática usual é a
de que 50% do valor total da locação
sejam pagos no ato da contratação
e os 50% restantes na data de entrega das chaves.
Costuma-se prever uma multa contratual
no caso de desistência de uma das partes,
e é recomendável que o pagamento
seja feito por meio de depósito em conta-corrente.
Mais informações
no site: www.creci.org.br ou nas Delegacias Regionais
do CRECI-SP.
Além das Delegacias Regionais,
os interessados poderão entrar em contato
também com os delegados municipais de cada
cidade que compõe a região.
Preços
Seis dias em uma quitinete ou
um dia num apartamento de 4 dormitórios?
Se espaço e grau de conforto não
forem quesitos indispensáveis, essa é
uma das escolhas possíveis para quem quiser
passar o feriado prolongado de Carnaval, em fevereiro,
nas praias do Litoral de São Paulo. O aluguel
de um apartamento tipo quitinete custa R$ 70 por
dia em cidades como Guarujá e Santos, no
Litoral Central, enquanto que a diária
de um apartamento convencional de 4 dormitórios
sai por R$ 425 em Ubatuba e São Sebastião,
no Litoral Norte.
Os valores de locação
diária para o período do Carnaval
foram levantados em pesquisa realizada pelo Conselho
Regional de Corretores de Imóveis do Estado
de São Paulo (Creci-SP), com 67 imobiliárias
localizadas em 12 cidades litorâneas. O
Litoral Norte continua sendo o local que apresenta
os maiores valores médios de aluguel, mas
o Litoral Sul registrou-se os maiores aumentos
neste ano em comparação com o ano
de 2006.
A pesquisa Creci-SP não
registrou nenhuma redução do valor
do aluguel diário no Litoral Sul, mas encontrou
5 ocorrências desse tipo no Litoral Central
e 5 no Litoral Norte. Mas, no Litoral Sul que
se observou o maior aumento da locação
diária – alta de 14,29% no aluguel
de uma casa tipo quitinete. O valor médio
de R$ 70 em 2006 está agora em R$ 80.
“Esse comportamento do mercado
reflete uma mudança de conduta das pessoas
que costumam freqüentar as praias em temporadas
ou nas férias”, avalia o presidente
do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto. “Aos
poucos, se dissemina a avaliação,
baseada em fatos, de que há cidades do
Litoral Sul com estrutura de lazer e de segurança
tão boas quanto às situadas ao Norte
e ao Centro, o que naturalmente faz os valores
tenderem a se igualar.”
Mais barato
Se a opção de quem
deseja curtir o Carnaval na praia for pelo menor
gasto com o aluguel, a procura deve se concentrar
no Litoral Sul, aponta a pesquisa feita pelo CRECI-SP.
Nas cidades de Peruíbe, Praia Grande e
Itanhaém, a diária de uma casa de
2 dormitórios saí por R$ 170,87,
valor que sobe para R$ 180 no Guarujá e
em Santos (Litoral Central) e 219,29 em Ubatuba,
São Sebastião e Ilhabela. Os apartamentos
apresentam preços muito semelhantes a estes.
Os imóveis de 3 dormitórios,
que costumam ser os mais procurados pelas famílias,
têm o aluguel diário cotado a R$
239,44 (casas) e R$ 233 (apartamentos) no Litoral
Sul. No Litoral Central, as casas de 3 dormitórios
saem por R$ 266 a diária e os apartamentos
por R$ 276. Já no Litoral Norte o aluguel
das casas está cotado a R$ 285,71por dia
e o dos apartamentos a R$ 286,25.
A pesquisa CRECI-SP constatou
que imóvel mais barato para locação
com 4 dormitórios é a casa situada
em cidades do Litoral Sul – custa R$ 313,64
por dia, valor que sobe para R$ 343,33 no Litoral
Central e R$ 390 no Litoral Norte.
Quitinetes no Litoral Norte saem
por R$ 90 (casas) e R$ 94,00 (apartamentos). Segundo
a pesquisa CRECI-SP, no Litoral Sul esses valores
caem parar R$ 80 (casas) e R$ 82,50 (apartamentos).
A pesquisa CRECI-SP foi efetuada
com 67 imobiliárias localizadas nas cidades
de Bertioga, Caraguatatuba, Guarujá, Ilhabela,
Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe,
Praia Grande, Santos, São Sebastião,
São Vicente e Ubatuba.
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