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Demanda
por executivos está aquecida
27-06-2007
De janeiro a maio deste
ano, o volume de vagas para profissionais
de média gerência, diretoria
e presidência subiu em média
8% ao mês. "Trata-se de uma tendência
que começou a ser verificada em dezembro
do ano passado, mas que está se intensificando",
informa Beth Barros, responsável
pela gestão do Banco de Oportunidades,
ferramenta que registra as principais demandas
do mercado por executivos, mantida pela
DBM - consultoria especializada em gestão
do capital humano em momentos de transição.
Os dados do balanço
revelam ainda o efeito dos segmentos da
economia ligados a bens de consumo e a bens
duráveis na demanda por executivos.
De janeiro a maio de 2007, as áreas
que mais buscaram executivos no País
foram as de serviços, construção
civil, química/ petroquímica
e de produtos de consumo.
Também mostraram
maior demanda por profissionais de média
gerência e diretoria os segmentos
de varejo, alimentos e bebidas, saúde
e de energia. Os segmentos menos aquecidos
no período, por outro lado, foram
os de bens de capital, as instituições
financeiras, além de empresas dos
segmentos de metalurgia, siderurgia e mineração.
"A maior participação
das classes B, C e D em alguns segmentos
de consumo, o recuo dos juros e o efeito
da expansão do crédito em
alguns mercados têm criado necessidade
de novos perfis de executivos nas operações
de indústrias como a de construção
civil, de serviços e de química
e petroquímica", explica Marcelo
Cardoso, presidente da DBM Brasil e América
Latina. "Além disso, estes mesmos
fatores colaboram para maior interesse das
companhias em ampliar seus quadros de executivos.
Daí, o aquecimento do mercado",
completa.
Ainda no período
de janeiro a maio deste ano, a DBM estima
a abertura de 39,26% mais vagas para executivos
de médio a alto escalão nas
regiões metropolitanas de Rio e de
São Paulo frente ao dado coletado
em igual período de 2006.
Outro dado registrado pela
pesquisa da DBM é a maior demanda
por executivos e profissionais para as áreas
comercial, de marketing, industrial e para
atividades administrativo-financeiras (caso
de CFOs, controllers e profissionais de
Relação com Investidores).
"As empresas vem buscando
mais profissionais com expertise nesses
segmentos para fazer frente ao momento atual
brasileiro, em que enfrentam novos desafios",
diz Cardoso. "Impacta também
o quadro o crescimento do volume de empresas
de capital aberto, o que amplia a demanda
poro executivos para a área administrativo-financeira",
completa.
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