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Sensação de segurança
no emprego é recorde, diz CNI
27-12-2007
O brasileiro nunca
teve tanta segurança no emprego
nos últimos 11 anos quanto
no final de 2007, aponta o Índice
Nacional de Expectativa do Consumidor
(INEC), calculado pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI).
O indicador que mede
o medo do desemprego situou-se, no
quarto trimestre de 2007, em 110,6
pontos, o maior valor desde o início
da série histórica,
em maio de 1996. Dos nove indicadores
divulgados pela entidade e que compõem
o INEC, foi o único que ficou
acima dos valores de dezembro de 2006,
quando as altas expectativas dos brasileiros
ainda estavam influenciadas pelo fim
do período eleitoral.
De acordo com a pesquisa,
feita com 2.002 eleitores de todo
o país, entre 30 de novembro
e 5 de dezembro, o medo do desemprego
superou o indicador do mesmo período
do ano anterior em 1,7 ponto, ou 1,53%.
Em relação ao terceiro
trimestre, o crescimento foi de 4,9
pontos, ou 4,43%.
A segurança
do brasileiro no emprego foi influenciada
pela consolidação do
processo de formalização
do mercado de trabalho. Segundo dados
do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), do Ministério
do Trabalho, foram criados, entre
janeiro e novembro, 1,9 milhão
de empregos formais em todo o país,
superando o número de vagas
criadas em todo o ano de 2004, recorde
histórico até então.
O mercado de trabalho
deve continuar em alta em 2008. A
projeção da CNI para
o índice de desemprego é
de 9% no ano que vem, ante 9,5% neste
ano, de acordo com o documento Economia
Brasileira - Desempenho e Perspectivas.
Segundo os dados do INEC, o brasileiro
também acredita que o mercado
de trabalho vai melhorar em 2008.
O índice de expectativa de
desemprego ficou em 119,7 pontos no
quarto trimestre, ante 114,3 pontos
do terceiro trimestre. Ou seja, para
aqueles que responderam à pesquisa,
a criação de vagas vai
aumentar.
O INEC, média
ponderada dos demais indicadores apresentados
na pesquisa, cresceu em dezembro ante
o terceiro trimestre, apesar de ter
ficado abaixo do índice do
mesmo período de 2006. O INEC
do quarto trimestre de 2007 ficou
em 108 pontos, ante 104,8 pontos no
terceiro trimestre e 111,9 pontos
do mesmo período do ano anterior.
Segundo a avaliação
dos técnicos da CNI, foi um
resultado dentro do esperado, uma
vez que normalmente o índice
do quarto trimestre é melhor
do que o do terceiro, devido à
proximidade do ano seguinte. E o que
explica os indicadores terem ficado
abaixo dos do mesmo período
do ano passado (a exceção
foi o medo do desemprego) é
que em 2007 não houve eleição.
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