Uso de pré-datados cresceu pouco em 2006

O índice de cheques pré-datados no Brasil cresceu apenas 0,68% em 2006. De acordo com estudo da Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo, no ano passado as transações parceladas com cheques representaram 71,24% do total, já em 2005 a participação dessa forma de pagamento foi de 70,76%.

"Este pequeno crescimento no índice de pré-datados se explica pelo comportamento dos consumidores no segundo semestre de 2006. Com o orçamento fortemente comprometido e o alto endividamento ocasionado pela grande oferta de crédito dos últimos anos, os consumidores estão mais prudentes no momento de contrair novas dívidas, trabalhando com prazos reduzidos e procurando ter mais controle de seus gastos", afirma José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque.

Dos 19 estados pesquisados pela Telecheque, em oito deles constatou-se aumento dos parcelamentos com cheques. A elevação mais expressiva foi verificada no Maranhão, onde o íandice de pré-datados subiu 12,47%. Mas foi Pernambuco que apresentou o maior indicador de pagamentos pré-datados. No Estado, o índice de parcelamentos com cheques foi de 81,69%, superior 2,6% em relação a 2005 (79,62%).

Na sequência, destacaram-se o Pará e o Rio Grande do Norte, embora estes estados tenham registrado queda desse tipo de transação no ano passado, de 4,49% e 4,08%.

Em contrapartida, o uso de cheques para pagamentos à vista cresceu em 11 Estados do Brasil. Em Alagoas, o crescimento chegou a 36,57%, colocando o Estado na liderança em emissão de cheques à vista. O índice no Estado em 2006 foi de 52,92%, enquanto no ano anterior de 38,75%.

Os Estados de Goiás e São Paulo também apresentaram volumes consideráveis de transações à vista. Do total de pagamentos com cheques nesses Estados, 47,11% e 35,32%, respectivamente, foram realizados para compensação imediata.

* Critérios da pesquisa: Com abrangência nacional, a Telecheque avalia a inadimplência com cheques, bem como outros indicadores relacionados a esse meio de pagamento, considerando o valor em reais das transações com cheques e não a quantidade de folhas de cheques emitidas.


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