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RH deve se preparar para investment grade
O sucesso ou fracasso do Brasil
na busca pela posição de investment
grade nos próximos anos afetará
não apenas o fluxo de investimentos para
o país, mas também o mercado de
trabalho. Caso o Brasil obtenha a chancela de
“grau de investimento”, as empresas
locais terão de estar prontas para agir
com rapidez para formar e atrair profissionais
capazes de aproveitar o momento de transição.
Caso contrário, tendem a perder espaço
e oportunidades de crescimento.
Essa é principal conclusão
do estudo “O Futuro do Segmento Financeiro
e os Contextos de Trabalho” feito pela DBM
Brasil, consultoria global especializada em gestão
de capital humano em momentos de transição.
O trabalho é o primeiro de uma série,
cujo objetivo é promover a interconexão
entre variáveis de diversos campos a fim
de ampliar a oportunidade para o gerenciamento
de incertezas e a pró-atividade na determinação
de políticas de RH.
O estudo explicita que as companhias
que não estiverem preparadas para a situação
criada pelo investment grade terão problemas
para recrutar, integrar e capacitar as pessoas
na velocidade necessária para não
“perder o barco” que a oportunidade
apresenta. Nesse contexto, a área de RH
se torna ainda mais essencial como fundamento
estratégico para o sucesso de um negócio.
“Não ter pessoas
certas na hora certa significará perder
contratos e espaço no mercado. Caso o Brasil
conquiste a posição de investment
grade, os processos de desenvolvimento serão
ainda mais velozes, mas com grande preocupação
com a qualidade, devido ao padrão ao qual
o país estará exposto”, diz
Marcelo Cardoso, presidente da DBM América
Latina, onde a companhia opera em 12 diferentes
praças.
Outro ponto identificado no estudo
e que pode afetar a dinâmica e o futuro
das empresas é a possível incapacidade
dos centros de ensino brasileiros de formar no
tempo adequado profissionais gabaritados para
o novo contexto econômico, de crescimento
sustentado e inclusão social. Isso criaria
um cenário de ultra-competição
por talentos, aumentando as compensações
oferecidas aos indivíduos que apresentem
as competências essenciais para o novo momento
da economia brasileira. Nesse cenário,
as companhias precisam estar preparadas para reter
talentos e criar outros atrativos, além
dos monetários, que mantenham os colaboradores
alinhados com a empresa.
A análise sugere ainda
que a obtenção do grau de investimento
pelo Brasil tende a ampliar a procura por profissionais
com expertise no sistema bancário, com
conhecimento sobre agribusiness ou de áreas
como a de biodiesel, uma vez que, em um quadro
de melhoria do rating do Brasil, os segmentos
devem receber a maior parcela da atenção
(e dos recursos financeiros) de investidores internacionais.
As áreas de real estate e de projetc finance
também devem contar com expansão
da demanda por profissionais dada a perspectiva
de investimentos mais sofisticados para o segmento
imobiliário e da maior oferta de recursos
para aplicação em infra-estrutura.
Se, ao contrário, o País
não conseguir promover a melhoria de seus
indicadores de solvência e fracassar na
obtenção do investment grade, o
mercado de trabalho ganha contornos menos favoráveis
ao desenvolvimento do agribusiness de alto valor
adicionado, mantendo-se como exportador de commodities.
Na melhor das hipóteses, o insucesso do
Brasil na conquista da posição de
“grau de investimento” manterá
o País num cenário muito próximo
ao atual, marcado por crescimentos do PIB a taxas
menores que as verificadas pelos demais países
e pela definição de estratégias
de negócio focadas no curto prazo.
O estudo da DBM apresenta hipóteses
para o futuro desenhadas de acordo com a conquista
ou não da posição de investment
grade e também com o comportamento dos
fundamentos do segmento financeiro, como outros
fatores com impacto nos critérios globais
de alocação de recursos, com variáveis
tecnológicas e ainda pelos movimentos do
governo em relação à legislação.
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