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Cooperativa pode ser alternativa à
informalidade
08-10-2007
Professores de idiomas,
tradutores, artesãos, catadores
de materiais recicláveis, agricultores
e músicos são exemplos de
profissionais que buscaram o modelo cooperativo
para montar um negócio, sair da
informalidade, contribuir para a previdência,
organizar o trabalho e aumentar a renda,
inserindo-se no mercado de trabalho de
forma cidadã.
Em todo o país,
os profissionais cooperados somam 7,4
milhões. Somente no estado de São
Paulo, o número passou de 2,2 milhões
em 2001 para 2,8 milhões em 2006,
de acordo com a Organização
das Cooperativas do Estado de São
Paulo (Ocesp).
Neste primeiro semestre,
a Ocesp recebeu 40 solicitações
de registro. No mesmo período,
30 novas cooperativas cumpriram os requisitos
exigidos na lei 5.764/71, que rege o cooperativismo
no Brasil, e passaram a fazer parte do
sistema de representação
paulista, que soma mais de mil empreendimentos.
O interesse maior pelo registro na Ocesp
tem sido das cooperativas de produção
e transporte, com 23% cada, seguida de
trabalho, com 20% dos novos registros
concedidos pela entidade neste primeiro
semestre.
É o caso da Cooperativa
Paulista de Circo, que conta com 256 artistas,
da Cooperativa dos Músicos, que
soma 900 pessoas, e da Cooperlínguas,
que reúne 50 professores e especializou-se
no ensino de inglês, espanhol, francês,
alemão, sueco, finlandês,
russo, redação em português
e português para estrangeiros. "Achamos
que um modelo participativo e com gestão
democrática seria o mais adequado.
Escolhemos o cooperativismo para formalizar
nossa intenção e acreditamos
que este seja um importante diferencial",
diz o vice-presidente da Cooperativa de
Música, Lincoln Antonio.
“O modelo cooperativo
organiza o trabalho de profissionais de
ensino superior e também daqueles
sem instrução formal. Realizamos
palestras e oficinas para esclarecer como
funciona uma cooperativa e o que fazer
para se adequar à lei e promovemos
cursos para ajudar na gestão do
negócio”, lembra o gerente
de Consultoria do Sescoop-SP, Mário
Cesar Ralise.
O modelo cooperado de
organização das pessoas
surgiu em 1844 na Inglaterra e vem ganhando
mais popularidade no Brasil por garantir
trabalho, renda e contribuir para um maior
equilíbrio social.
“As cooperativas
tem se mostrado uma alternativa a
quem quer abrir o próprio negócio,
mas não dispõe de recursos
suficientes. O cooperado é
sócio e participa das decisões,
dos riscos e resultados do negócio”,
diz Edivaldo Del Grande, presidente
do Sistema Ocesp/Sescoop-SP, formado
pela Organização das
Cooperativas do Estado de São
Paulo e pelo Serviço Nacional
de Aprendizagem do Cooperativismo.
Site: www.portaldocooperativismo.org.br
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