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Projetistas da Volks caminhões
pegam no pesado no chão de
fábrica
31-10-2007
Os 1.100 montadores
da fábrica de caminhões
e ônibus Volkswagen têm
novos companheiros de trabalho. Duzentos
engenheiros e cem técnicos
irão passar uma semana cada
um na linha de produção.
Trocarão os escritórios,
os computadores e os programas CAD
por apertadeiras, bancadas de montagem
e pistolas de pintura. Assim, descobrirão
as dificuldades enfrentadas não
só pelos montadores, mas por
revendedores e principalmente pelos
clientes finais. Trata-se de um aprendizado
que não se consegue em universidades
ou cursos técnicos –
apenas com a prática.
A idéia foi
inspirada num programa da matriz da
Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha,
e adaptada para a fábrica localizada
em Resende, no Estado do Rio de Janeiro.
Batizado de Engenheiro Online (num
trocadilho com a palavra "linha",
referindo-se à linha de montagem),
o programa quer formar profissionais
que compreendam melhor as demandas
do mercado.
"A vantagem é
que, após uma semana, os engenheiros
e os operadores têm uma série
de idéias sobre como faciltar
a produção, melhorar
a produtividade e reduzir custo. Com
isso todos ganham, e a distância
entre o chão de fábrica
e os escritórios acaba bastante
reduzida", diz Adilson Dezoto,
gerente de Projeto e Processos da
Volkswagen Caminhões e Ônibus.
Os estágios
na linha de produção
começaram em agosto. Os dez
primeiros engenheiros passaram por
mais de um posto de trabalho na linha
de produção, que em
Resende segue um processo diferenciado,
chamado de Consórcio Modular:
em vez de empregados Volkswagen, sete
empresas fornecedoras se encarregadam
da montagem dos veículos.
O engenheiro do Produto
Rodrigo Siqueira Moreira trabalhou
por uma semana na linha de montagem
da Siemens VDO, responsável
pela montagem final das cabines de
caminhões na fábrica
de Resende. "Já conhecia
o processo de montagem das peças,
mas a velocidade da linha de produção
foi uma novidade. Foi muito bom participar
desse projeto, pois assim podemos
agilizar o processo de montagem conhecendo
um pouco mais da rotina. Todos deveriam
passar por essa experiência",
diz.
A engenheira Michelle
Christina também teve a oportunidade
de conhecer o trabalho dos montadores
mais de perto: "O serviço
não é fácil.
Na linha de montagem, aprendi a dar
mais valor a cada um desses profissionais
que realizam na prática o serviço
pensado na engenharia. Tinha uma visão
mais voltada ao cliente, agora vejo
também o esforço do
montador. Foi uma ótima experiência".
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