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Ano novo, vida nova
31-12-2007
Ano novo, vida nova.
O ditado é velho, mas está
recheado de razões. Afinal,
a época é mesmo propícia
para se repensar muitas coisas, traçar
planos e construir sonhos. Que tal
uma promoção, ou um
emprego novo, trocar de carro, viajar,
ou perder alguns quilos? Enfim, o
céu é o limite na hora
de se listar as metas para o ano que
se inicia. Muitas são até
difíceis de serem alcançadas,
mas nenhuma delas é impossível.
"Todas as promessas
típicas desta época
podem se concretizar se as pessoas
souberem aproveitar melhor suas vocações
e talentos", diz o consultor
Mauro Press, gestor de talentos pela
organização Condor Blanco
Internacional e médico pós-graduado
em psicologia Junguiana. Mauro chancela
o que diz com a pesquisa. Ele já
investigou mais de quinhentos tipos
diferentes de habilidades, talentos,
competências e características
de personalidade que servem de incentivos
para o prazer e o sucesso nas relações
profissionais e pessoais.
"Geralmente essas
competências são subutilizadas
por causa de imposições
sociais que restringem nossa espontaneidade,
por experiências ruins no passado
ou porque as pessoas deixam que suas
debilidades se sobreponham aos seus
pontos positivos", explica. Ao
mapear os talentos próprios
e definir prioridades, é possível,
diz Mauro Press, dar uma guinada na
vida profissional e pessoal e criar
metas para conciliar estudo, diversão,
relacionamento e trabalho.
Ele baseia seu método
na união de técnicas
ancestrais e modernas. Entre as ancestrais
está o xamanismo, tradição
milenar de sabedoria indígena
conhecida, entre outras coisas, por
identificar no talento infantil a
base para o futuro encaminhamento
que cada indivíduo deve dar
aos estudos e ao trabalho. Entre as
modernas, estão as últimas
tendências na orientação
vocacional e a gestão de talentos
e competências, agora em alta
nas empresas. Dessa experiência
nasceu a Técnica Diamante,
uma referência à lapidação
de uma gema preciosa. Trata-se de
um mapeamento de talentos que começa
com dinâmicas de grupo ou consultas
individuais.
“O primeiro
passo é identificar as vocações
das pessoas e seus anseios, com conversas
e atividades. O que mais lhe dava
prazer quando era criança?
Que elogios mais recebeu em sua vida?
São mais de trinta perguntas
abertas e um teste com duzentas afirmações.
Adicionadas à dinâmicas,
resultam em um diagnóstico
acurado. Depois é preciso conhecer
as debilidades que podem atrapalhar
os talentos e a realização
de sonhos de cada um, para gerenciá-las
ou transformá-las em habilidades”,
diz Mauro. O passo seguinte é
orientar a pessoa a escrever um projeto
estratégico de carreira e de
vida que exponha com clareza os objetivos
e desempenho a serem alcançados
e os prazos correspondentes.
A técnica pode
ser usada para os mais diversos objetivos.
Em todos, é importante traçar
definições e metas.
Para quem busca uma recolocação
no mercado de trabalho, o momento
é bastante apropriado. De acordo
com a consultora Rejane Mállaco,
da Laboredomus – Gestão
em RH, apesar de as pessoas terem
a idéia pré-concebida
de que os negócios só
voltam ao normal depois do Carnaval,
nem sempre é assim. A especialista
apresenta algumas dicas para quem
pretende se lançar ao mercado:
- Tenha claro qual
seu objetivo profissional, o que gostaria
de fazer, em que se sentiria melhor
trabalhando.
- Defina em qual mercado pretende
se inserir.
- Identifique quais as empresas que
são interessantes para você.
- Ative sua rede de contatos e procure
estabelecer relacionamentos com profissionais
que possam transmitir informações
atualizadas sobre esse mercado, sobre
as expectativas reais com relação
à atuação de
profissionais de sua área nas
empresas que você selecionou
como seus alvos e busque contatos
com profissionais que atuem nelas.
- Analise seu currículo com
base nessas considerações
e veja o que você deveria agregar
de conhecimento para estar mais apto.
- Verifique quais foram suas realizações
e como podem contribuir significativamente
para a empresa em que está
ou pretende trabalhar.
- Por fim, não se esqueça
que você deve conciliar esse
empenho em sua carreira de maneira
equilibrada, levando em consideração
questões essenciais como a
saúde, lazer, um tempo “para
você” e, como em muitos
casos, sua dupla jornada de trabalho.
A época do
ano também deve ser aproveitada
por aqueles que estão empregados,
mas estão insatisfeitos. Afinal,
um emprego que reuna satisfação
pessoal, aprendizado constante, ambiente
agradável e ganhos financeiros
é o sonho de qualquer profissional.
Difícil é encontrar.
Ainda assim, muitos passam anos e
anos no mesmo lugar, sem tentar novas
oportunidades.
De fato, pouca gente
consegue perceber a hora certa de
mudar de emprego. Dos que percebem,
só uma pequena parcela transforma
isso em ação. A maioria
só busca uma nova ocupação
quando está no limite do suportável,
ou quando sente que pode ser demitida.
Nem sempre dá tempo. Na maioria
das vezes, os profissionais descobrem
que a situação está
insustentável muito tarde e
acabam demitidos, sem perspectivas
de uma nova colocação.
Segundos os especialistas,
isso acontece porque nos deixamos
levar pelos salários e benefícios
oferecidos pelo empregador, que nos
trazem uma certa segurança,
e esquecemos de investir no crescimento
profissional. Mas é sempre
bom lembrar que a qualidade do emprego
vai além de um gordo salário.
É fundamental que o profissional
possa se desenvolver no trabalho,
possa crescer. Enquanto houver esta
chance, vale a pena continuar na empresa.
Se, ao contrário, não
aparecer a possibilidade de evolução,
ou, pior, o funcionário mais
ensina que aprende, a melhor coisa
a se fazer é ir ao mercado
em busca de uma nova posição.
Aqui vai uma dica
de headhunter, aquele especialista
em caçar talentos: o ideal
é permanecer no máximo
dois anos em cada função.
Neste prazo é possível
atingir uma situação
bastante confortável. Dá
tempo, por exemplo, de dominar completamente
os processos e as atividades da função.
Depois disso, a mira deve se voltar
para um cargo superior, ou para o
mercado, se a porta da promoção
não se abrir. Qualquer que
seja o momento, estar de olho sempre
aberto para as chances do mercado
é fundamental.
Essa atitude, que
deixa alguns profissionais desconfortáveis,
não significa estar pronto
para trair a empresa a qualquer momento.
Ela também avalia os passos
da concorrência para poder traçar
os seus. No caso do profissional,
isso é que vai definir se a
porta da rua será aberta um
dia ou se ficará solidamente
trancada. Mas caberá a ele
a prerrogativa de definir a hora de
ir embora. Lembre-se: saber o que
se quer é o primeiro passo
para se transformar qualquer sonho
em realidade.
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