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CNI apura
queda no otimismo dos industriais
01-08-2008
As condições atuais da economia brasileira,
com a volta da inflação e o aumento dos
juros, provocaram pessimismo nos empresários
de dois setores industriais no segundo trimestre do
ano, o que não acontecia desde outubro de 2007.
Segundo a pesquisa Índice de Confiança
do Empresário Industrial (ICEI), que teve os
resultados finais divulgados pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI), o índice
dos empresários do setor de couros ficou em 47,8
pontos e o dos empresários do setor de madeira,
em 49 pontos. O índice varia de zero a 100 pontos,
sendo que valores acima de 50 indicam otimismo e abaixo
mostram pessimismo.
Esses dois setores estavam no campo positivo na pesquisa
do primeiro trimestre deste ano, divulgada em abril.
Couros tinha um índice de 55,2 pontos e madeira,
de 51,2 pontos. Na pesquisa do terceiro trimestre do
ano passado, os setores de couro (49,5 pontos) e de
álcool (49,3 pontos) tinham registrado pessimismo.
Na pesquisa do primeiro trimestre deste ano, os empresários
de todos os 27 setores pesquisados tinham demonstrado
otimismo com a economia brasileira e com a própria
empresa, tanto em relação às condições
atuais quanto em relação às expectativas
para os próximos seis meses.
Na atual pesquisa, a menor confiança dos empresários
decorre tanto da deterioração das condições
atuais como da redução do otimismo quanto
à sua evolução futura. O indicador
relativo às condições atuais recuou
de 56,3 pontos em abril para 47,1 pontos em julho, abaixo
da linha divisória dos 50 pontos. "Na percepção
dos empresários as condições da
economia brasileira pioraram com relação
aos últimos seis meses", afirma a pesquisa.
Apesar da queda, os empresários de três
setores continuam muito otimistas, com o índice
de confiança acima de 60 pontos: outros equipamentos
de transportes, com 64,1 pontos; equipamentos hospitalares
e de precisão, com 62,4 pontos; e farmacêuticos,
com 60,4 pontos. Mas mesmo esses empresários
tiveram redução do otimismo em relação
à pesquisa anterior, quando os índices
foram mais elevados: 67,9 pontos, 63,3 e 62,5, respectivamente.
Na pesquisa passada, divulgada em abril, eram 17 os
setores com índice de confiança acima
dos 60 pontos. Ou seja, a confiança dos empresários
de 14 setores deixou a casa dos 60 pontos para a dos
50 pontos, mostrando forte redução. A
maior redução foi no setor de bebidas,
no qual o índice caiu 7 pontos de uma pesquisa
para outra, de 63,5 pontos para 56,5 pontos.
O ICEI, média da confiança dos 27 setores
pesquisados, ficou em 58,1 pontos, ante um resultado
de 62 pontos na pesquisa anterior e um de 60,3 pontos
há um ano. A pesquisa foi realizada com 1.488
empresas, das quais 833 de pequeno porte, 442 de médio
porte e 213 de grande porte. O período de coleta
foi de 26 de junho a 30 de julho.
Há 10 dias, a CNI divulgou a versão preliminar
do ICEI, com uma amostra menor, porque a greve dos funcionários
dos Correios impediu que todas as respostas chegassem
à instituição. Hoje, com a amostra
completa, a CNI divulga os resultados setoriais, inéditos.
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