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Varejo
da Grande São Paulo cresceu 3,2% em maio
02-07-2008
As vendas do comércio da região metropolitana
de São Paulo registraram alta de 3,2% em maio,
no contraponto ao mesmo período de 2007, segundo
apurou a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista
(PCCV), da Federação do Comércio
do Estado de São Paulo. No acumulado do ano,
o varejo registra alta de 5,9%.
A elevação foi sustentada pelas vendas
do Dia das Mães, a segunda melhor data para o
comércio, perdendo apenas para o Natal. A oferta
de crédito, embora sob ameaça de restrições,
como alternativa de contenção da inflação,
também influencia diretamente.
A seguir, os resultados setoriais:
Vestuário, Tecidos e Calçados
A atividade completou o vigésimo segundo mês
de crescimento consecutivo em seu faturamento real e
registrou elevação de 27,9% em comparação
ao mesmo período de 2007. No de 2008, registra
incremento de 24%.
O mês de maio conta com o auxílio do Dia
das Mães, além da expansão do crédito,
facilidade de pagamentos, aumento na concessão
de descontos e facilidades do parcelamento. Para junho,
a expectativa é de que as vendas sejam levemente
arrefecidas por conta do endividamento da população.
Concessionárias de Veículos
As Concessionárias de Veículos apresentaram
em maio o segundo melhor movimento de vendas reais,
com crescimento de 12%, ante o mesmo período
de 2007. No acumulado do ano o incremento foi de 12,9%.
O crédito continua alavancando as vendas de veículos
e a expectativa é que esse comportamento prevaleça
inalterado nos próximos meses.
Móveis e Decoração
O setor apresentou em maio, alta de 10,5% no seu faturamento
real em comparação com o mesmo período
de 2007. A oferta de crédito e o aumento da renda
refletiram nas vendas de novos imóveis em São
Paulo, o que consequentemente amplia o consumo de bens
para decorar a casa. No acumulado do ano, as lojas de
Móveis e Decoração cresceram 12%.
Eletrodomésticos e Eletrônicos
Em maio, as lojas de Eletrodomésticos e Eletrônicos
acusaram alta de 8,3% em relação ao mesmo
mês do ano anterior. No acumulado do ano, a elevação
foi de 16%. As vendas também foram aquecidas
por conta da oferta de crédito, que influencia
diretamente no consumo das famílias e a queda
do desemprego aliada ao aumento da renda.
Material de Construção
As lojas de Material de Construção continuam
a trajetória de crescimento e registraram em
maio, alta de 3% em relação ao mesmo período
de 2007. Entre os fatores que contribuíram para
este resultado estão o crédito para habitação,
a melhoria de renda dos trabalhadores e o aquecimento
direto do mercado imobiliário. No acumulado do
ano, o crescimento foi de 14,3%.
Apesar do desempenho positivo, a expectativa é
que o faturamento tenha uma queda nos próximos
meses, devido a alta da inflação, que
pode impactar o consumo das famílias brasileiros
a itens do segmento. Além disso, a restrição
de caminhões na cidade de São Paulo, que
afeta diretamente a entrega dos produtos. Muitos materiais
não poderão ser transportados pela própria
limitação de tamanho e de peso dos veículos,
o que implica em aumento de custos por parte das empresas,
e conseqüentemente, poderá ser sentido no
bolso dos consumidores.
Farmácias e Perfumarias
De acordo com a PCCV, o setor de Farmácias e
Perfumarias registrou em maio elevação
de 2,3% no faturamento real, comparativamente ao mesmo
mês de 2007. O resultado é explicado pela
expansão da oferta de crédito, além
da disponibilidade de cartões próprios
das redes, que possibilitam o acesso ao crédito
para a compra de medicamentos e produtos de perfumaria,
favorecendo a fidelização de clientes
e conseqüentemente o aumento nas vendas. No acumulado
do ano a atividade apresenta alta de 2,8%.
Supermercados
O segmento registrou alta 1,5% em relação
a maio de 2007. O desempenho positivo está atribuído
às pressões de preços observadas
principalmente sobre os produtos alimentícios,
que foram certamente repassadas ao consumidor. No acumulado
do ano o faturamento real registrou aumento de 3,3%.
Departamentos
Em maio, este grupo registrou a oitava queda consecutiva
em seu faturamento: - 15,6%, na comparação
com o mesmo período de 2007. A retração
é resultado da concorrência entre as lojas
de departamento e as grandes lojas de outros segmentos,
que vendem a mesma gama de produtos. Assim, os grandes
magazines acabam direcionando suas vendas a um público
de menor poder aquisitivo, visando preços reduzidos,
margens pequenas e facilitando o crédito. Em
2008, a atividade tem queda de 13,9%.
Autopeças e Acessórios
O segmento apresentou o pior desempenho da PCCV: queda
de 31,1% no faturamento de maio, em relação
ao mesmo período de 2007. Esse comportamento
decorreu, principalmente, da oferta de produtos importados,
sobretudo chineses, fator que provoca quedas sensíveis
nos preços médios, em razão dos
custos menores e da valorização do Real.
O maior volume das vendas de veículos novos também
contribui, no curto prazo, para a redução
dos gastos com trocas de peças e manutenção.
No acumulado do ano apresenta queda de 29,9%.
Site: www.fecomercio.com.br
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