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Cresce
para 17% o índice de reciclagem de PVC
02-10-2008
Pesquisa sobre o índice de reciclagem de PVC
no Brasil mostra que houve avanço de 13,7%, em
2005, para 17%, em 2007. Os dados dizem respeito ao
PVC descartado no pós-consumo. A pesquisa também
indica que o faturamento da indústria brasileira
de PVC cresceu 30,3%, de R$ 90 milhões em 2005,
para R$ 124 milhões em 2007.
A indústria de reciclagem do PVC no Brasil conta
com 136 empresas que empregam 1365 pessoas. Hoje, a
capacidade instalada dessas indústrias é
de cerca de 70 mil toneladas anuais. Segundo a pesquisa,
a indústria opera com somente 75% da capacidade,
o que mostra claramente o potencial de crescimento do
setor.
Entretanto, este desenvolvimento está atrelado
à intensificação da quantidade
de sistemas de coleta seletiva de resíduos pós-consumo,
segundo Miguel Bahiense, diretor executivo do Instituto
do PVC. O Brasil tem mais de 5500 municípios
e cerca de 350 têm algum sistema de coleta seletiva.
A pesquisa também aponta algumas características
regionais da indústria de reciclagem do PVC.
Do total reciclado em 2007, cerca de 25.122 toneladas,
a região Sudeste respondeu por 10.853 ton. Em
seguida vem a região Sul, com 10.851 ton, sendo
as outras 3 regiões responsáveis pelo
restante.
Uma característica interessante verificada na
pesquisa, é que a reciclagem de resíduos
pós-consumo é muito mais intensa se comparada
à reciclagem industrial. Esta responde por apenas
13,7% das 25.122 toneladas, enquanto que 21.680, ou
86,3% do PVC reciclado no Brasil tem origem no pós-consumo.
O PVC está entre os três plásticos
mais produzidos no mundo e, ainda assim, é o
plástico que menos aparece no lixo urbano. Isso
porque 64% do PVC são usados em aplicações
de longa duração, com vida útil
superior a 15 anos, como tubos e conexões, pisos,
esquadrias, janelas, entre outras, muitos dos produtos
ultrapassando os 50 anos de uso. Apenas 12% do PVC são
destinados às aplicações de curta
vida útil, ou seja, de 0 a 2 anos. O restante,
24%, são aplicados em produtos de vida útil
entre 2 e 15 anos.
Outro destaque da pesquisa é o desmembramento
dos tipos de PVC reciclados. Como o PVC pode ser rígido
ou flexível, a pesquisa também desmembrou
a taxa de 17% do PVC (rígido + flexível).
Para o PVC rígido a taxa ficou estável,
saindo de 9,1% em 2005 para 9,3% em 2007. Já
o PVC flexível variou mais intensamente, de 18,3%
em 2005 para 19,6% em 2007. A razão dessa diferença
está diretamente relacionada com o ciclo de vida
útil do PVC.
Como o PVC rígido está mais associado
a aplicações da construção
civil, ou seja, de longa vida útil, é
natural que estes produtos demorem a chegar como resíduos
a uma empresa recicladora. Com o PVC flexível
ocorre o processo inverso, já que as aplicações
desse PVC são mais associadas ao curto e médio
prazos de vida útil. Assim, a pesquisa confirmou
o esperado, que a reciclagem de PVC flexível
é maior que a do PVC rígido, sendo que
somados os dois tipos de PVC, a taxa total é
de 17%. Devemos destacar, ainda que a média de
reciclagem mecânica de plásticos na União
Européia em 2007 foi de 18,3%.
A pesquisa sobre o índice de reciclagem do PVC
foi encomendada pelo Instituto do PVC à Maxiquim,
consultoria especializada no segmento industrial e obedeceu
a metodologia do IBGE. Além disso, envolveu empresas
de todo o Brasil.
O PVC é um plástico diferenciado. A principal
matéria-prima é o cloro obtido do sal
marinho (57%), recurso inesgotável na natureza.
Os 43% restantes são obtidos a partir do eteno,
derivado do petróleo. O Brasil já conta
com outra fonte de matéria-prima para o PVC.
Trata-se do eteno obtido a partir do etanol da cana-de-açúcar.
O Instituto do PVC representa a união de todos
os segmentos da cadeia produtiva do PVC, desde os fabricantes
de matéria-prima, até os recicladores.
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