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Supervisores
não supervisionam suas equipes
04-07-2008
Estudo envolvendo mais de 100 equipes de supervisores
e gerentes de empresas de todo o Brasil revelou falhas
desses profissionais no gerenciamento e treinamento
de funcionários. Segundo a pesquisa, mais da
metade do tempo de trabalho dos supervisores é
gasto para resolver problemas (29%) ou em atividades
administrativas (30%), como reuniões, despacho
de papelada, checagem de e-mail e telefonemas. Atividades
importantes, como treinamento, ocupam somente 1% do
horário de trabalho dos gestores.
De acordo com o estudo, realizado pela Proudfoot Consulting
no primeiro trimestre de 2008, a atividade de supervisão
propriamente dita ocupa apenas 16% do tempo dos supervisores.
Esse índice representa menos da metade do valor
considerado adequado (35%), segundo especialistas da
consultoria.
Para o presidente da Proudfoot, João Currito,
a falta de planejamento das atividades e o baixo mentoring
e acompanhamento que recebem de seus superiores com
relação às suas atividades do dia-a-dia
são as principais causas do desperdício
de tempo de supervisores e gerentes. “Todo profissional
possui metas de produção e performance.
Falta aos supervisores e gerentes mais suporte por parte
de seus superiores e o efetivo acompanhamento e suporte
às suas atividades na empresa”, avalia.
Outro fator que chamou a atenção no resultado
da pesquisa foi o baixo investimento em treinamento
de pessoal, responsável por apenas 1% do tempo
de trabalho. O nível considerado ideal pelos
especialistas da Proudfoot é de 20%. “As
empresas devem sempre manter o foco no aperfeiçoamento
profissional de seus funcionários. Como conseqüência
desse investimento, a produtividade sofreria um impacto
positivo”, afirma Currito.
Atividades sem valor agregado também refletem
diretamente na produção das empresas.
Segundo o levantamento, 17% do tempo total de trabalho
dos supervisores é destinado a processos que
não geram nenhum resultado prático. Segundo
a consultoria, para obter-se um nível de produção
satisfatório, esse percentual não deveria
ultrapassar a marca de 5%.
Currito lembra ainda os resultados da última
pesquisa feita pela Conference Board, uma entidade americana
sem fins lucrativos, que entrevistou CEOs de grandes
empresas da Ásia, Europa e Estados Unidos para
listar os dez maiores desafios globais desses profissionais.
“Quando questionados, 38,4% dos CEOs afirmaram
que a excelência na execução é
o principal desafio a ser vencido. Esse resultado reforça
ainda mais a idéia de que é preciso investir
e aperfeiçoar os trabalhos nos níveis
de execução, isto é, nos níveis
de supervisão e gerência, para alcançar
uma produtividade cada vez mais alta”, ressalta.
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