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Conferência
mostra como usar incentivo fiscal para investir em inovação
05-05-2008
O Brasil dispõe de uma série de incentivos
fiscais à inovação, mas o número
de empresas que os utilizam é ainda bastante
reduzido. Em 2006, apenas 130 empresas se beneficiaram
dos incentivos previstos na Lei do Bem, o principal
deles a possibilidade de abaterem no IR e na Contribuição
sobre o Lucro Líquido até 200% dos gastos
com pesquisa e desenvolvimento (P&D). Uma vez que
o Brasil conta com cerca de 5.000 empresas que fazem
atividades de P&D de forma contínua, as 130
que utilizaram os incentivos da Lei do Bem em 2006 representam
apenas 2,6% daquele universo.
Como mudar esse quadro? Possíveis respostas
vão ser discutidas durante a VIII Conferência
Anpei de Inovação Tecnológica,
a ser realizada de 19 a 21 de maio, em Belo Horizonte
(MG). Estarão lá representantes da Bosch,
Embraer, Fiat, Natura, Oxiteno e Pirelli – empresas
que investem continuamente em P&D no Brasil. Seus
cases compõem o painel “Experiência
das empresas na utilização dos fomentos
à inovação”, que ocorrerá
na manhã do dia 20 de maio.
Bruno Bragazza, por exemplo, vai falar sobre a criação,
em janeiro deste ano, de uma área na Bosch com
a função exclusiva de cuidar da inovação
tecnológica de todas as unidades de negócio
da empresa, justamente com foco nos incentivos disponíveis.
“Em 2007 já nos beneficiamos da Lei do
Bem, com alguns projetos. Para 2008 queremos ampliar
a utilização desses benefícios
e estamos planejando multiplicar por quatro o número
de projetos incentivados”, informou Bragazza.
Para isso, a Bosch está criando um processo interno
visando à melhor utilização da
Lei do Bem, o que implicará o acompanhamento
de cada projeto de inovação tecnológica,
desde o seu início até a conclusão.
Com os projetos incentivados, em 2007 a Bosch deduziu
no IR 180% das despesas com P&D.
Já Márcio Tavares Lauria vai mostrar
que a Oxiteno conta com um sistema de TI centralizado
para gestão do portfólio de projetos de
inovação. “O sistema evidencia o
caráter inovador de nossas atividades no desenvolvimento
e na otimização de produtos, processos
e aplicações na indústria química”.
A Oxiteno também tem um modelo de gestão
da inovação e uma estrutura interna para
cuidar dos processos de trabalho. “Isso nos permite
a utilização dos incentivos fiscais, bem
como o pleito para financiamentos e subvenções”,
explica Lauria. Ele vai falar também sobre as
principais dificuldades e as propostas de melhoria para
a utilização dos fomentos à inovação.
Roberto Falkenstein, por sua vez, vai abordar, entre
outros aspectos, como a legislação brasileira
pró-inovação ajuda o centro de
P&D da Pirelli no Brasil a crescer. “Graças
aos incentivos que existem hoje no País, estamos
executando aqui alguns projetos que antes eram feitos
pela matriz, em Milão, ou pelos centros de pesquisa
e desenvolvimento da Pirelli nos Estados Unidos ou na
Alemanha”. Com isso, o centro de P&D da Pirelli
no Brasil se tornou o segundo maior da empresa: cresceu
30% em número de projetos nos últimos
anos e só perde para a sede na Itália.
“Desenvolvemos aqui produtos a serem 100% exportados
para os EUA”, exemplifica Falkenstein.
Serviço:
Mais informações sobre a VIII Conferência
Anpei estão em www.anpei.org.br
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