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Investment
grade pode agravar "apagão de talentos"
06-05-2008
A conquista pelo Brasil da posição de
investment grade tende a acirrar a falta de executivos
e de talentos com a qual alguns setores da economia
já convivem. O quadro - batizado como "apagão
de talentos" pela DBM, consultoria em gestão
do capital humano - vale especialmente para companhias
que atuam em setores de investimento, private equity,
agronegócios, fusões e aquisições,
além das áreas de marketing, vendas e
aquelas ligadas ao consumo da classe C.
Segundo dados da consultoria, hoje os segmentos já
demandam mais executivos e talentos do que efetivamente
conseguem localizar e contratar no mercado local. Como
resposta, algumas empresas vem trazendo de volta ao
país profissionais que foram expatriados nos
anos ou décadas anteriores. Outras iniciaram
programas que visam acelerar a formação
de talentos para o novo cenário da economia brasileira.
"A demanda por profissionais para atuar do nível
de média gerência a presidente vem crescendo
sistematicamente desde meados de 2006", informa
Cláudio Garcia, presidente da DBM Brasil. "A
conquista da posição de investment grade
faz com que o crescimento da demanda tenda a ser maior
ainda a partir de agora, embora muitos setores já
convivam com a falta de talentos e executivos no mercado
no volume necessário", completa.
Garcia destaca que poderão ser mais afetadas
pela escassez de executivos empresas do mercado imobiliário
e companhias atuantes nos mercados de produtos voltados
às classes C e D, além de bancos e empresas
relacionadas a project finance, educação
e crédito.
Outro ponto identificado em estudo realizado pela DBM
sobre a conquista pelo Brasil do investment grade é
a possível incapacidade dos centros de ensino
brasileiros de formar, na velocidade e no volume necessários,
profissionais gabaritados para o novo contexto econômico.
Isso tende a gerar uma ultra-competição
por talentos, aumentando as compensações
oferecidas aos indivíduos que apresentem as competências
essenciais para o novo momento da economia brasileira.
Para fazer frente a isso, diz a consultoria, as companhias
brasileiras precisam ampliar ou repensar seus programas
de retenção de talentos e criar outros
atrativos, além dos financeiros, que mantenham
os colaboradores alinhados com a empresa.
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