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Empresas
de capital fechado contratam mais no Brasil
06-06-2008
Pesquisa da Grant Thornton Internacional, representada
no Brasil pela Terco Grant Thornton, mostra que, globalmente,
o número de empregos em empresas privadas de
capital fechado aumentou 4% em 2008 em relação
a 2007. No ano passado, o crescimento foi de 3%. Estes
dados são do International Business Report (IBR).
O estudo mostra ainda que, no Brasil, o índice
passou de 8% em 2007 para 9% este ano. O IBR ouviu 7.800
executivos de 34 paises. No Brasil foram pesquisadas
150 empresas, sendo 100 de São Paulo, 25 do Rio
de Janeiro e 25 de Salvador.
Os únicos países que conseguiram índices
de dois dígitos foram o Vietnã (14%),
Índia (12%), China (12%) e Armênia (11%)
Nas Filipinas, houve uma diminuição de
4% no número de empregos. Regionalmente, os melhores
resultados foram obtidos pela Ásia (8%) e América
Latina (7%). A União Européia e os países
do Nafta, por sua vez, cresceram só 2%.
“Esses dados mostram um movimento importante
de crescimento nas atividades das empresas privadas
de capital fechado”, explica Wanderlei Ferreira,
sócio da Terco Grant Thornton responsável
pela área tributária. “Mas, se tivéssemos
o devido aprimoramento da legislação trabalhista
brasileira, certamente estas estatísticas seriam
muito mais favoráveis”, afirma o executivo.
Para Alex MacBeath, líder global da GTI em assuntos
sobre empresas privadas de capital fechado, é
bom ver que o emprego aumentou, apesar da crise do crédito
e da falta de disponibilidade de mão-de-obra
qualificada. “Em um mercado cada vez mais competitivo
as empresas sabem que precisam ter as pessoas certas
nos cargos certos, pois só assim elas podem assegurar
não apenas seu sucesso, mas também o movimento
da economia mundial”.
Em 1992, a Grant Thornton International iniciou uma
série de pesquisas anuais (EBS ou Pesquisa de
Empresas Européias) sobre as posturas e expectativas
de pequenas e médias empresas européias.
Em 2003, o projeto se tornou mais abrangente, passando
a incluir empresas de médio porte de vários
países e foi rebatizado como IBOS ou Pesquisa
Internacional de Proprietários de Empresas.
Em 2007, o nome da pesquisa foi novamente alterado
para International Business Report (Relatório
Internacional de Empresas), ou IBR. A empresa doa US$
5 à Unicef para cada questionário IBR
respondido pelas empresas. As doações
em 2008 deverão ultrapassar US$ 35 mil.
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