|
CEOs lutam
para acompanhar novos tipos de clientes
07-05-2008
Estudo Global da IBM com CEOs conclui que as maiores
mudanças no futuro dos negócios vai vir
da própria base de clientes da empresa. Isso
acontecerá, principalmente, devido ao surgimento
de duas categorias de clientes: os ‘famintos por
informação’ e os ‘preocupados
com a sociedade’. De todas as tendências
identificadas no estudo, os CEOs pesquisados planejam
um crescimento substancial de seus investimentos para
atingir estes grupos de clientes.
O estudo é baseado em entrevistas presenciais
com 1.130 CEOs de 40 países e 32 setores da economia,
e desenhado para capturar insights sobre como os desafios
enfrentados atualmente pelos CEOs impactarão
o futuro dos negócios. O estudo, intitulado “A
Empresa do Futuro”, foi desenvolvido pela área
de Consultoria da IBM em parceria com a Unidade de Inteligência
do Economist.
“A empresa do futuro aceita a mudança
como uma condição permanente de uma organização.
Os CEOs que demonstram a capacidade de gerenciar grandes
mudanças sabem que podem bater a concorrência,
atingindo novos grupos de clientes e transformando seu
plano de negócio em torno dos princípios
da integração global,” afirma Ricardo
Gomez, diretor da IBM Global Business Services no Brasil.
“Está claro que as empresas com melhor
desempenho estão se distanciando dos concorrentes
devido à sua capacidade organizacional de aproveitar
as mudanças.”
“Famintos por informação”
Os “famintos por informação”
desejam todos os tipos de informações
e, freqüentemente, transmitem seus pontos-de-vista
e expectativas mundialmente via internet. Estes clientes
estão trocando o papel passivo por um envolvimento
mais intenso com as organizações e com
outros grupos de clientes, demandando flexibilidade
e capacidade de resposta das empresas com as quais escolhem
fazer negócios. Embora estes clientes sejam mais
demandantes, a maioria dos CEOs não os vêem
como uma ameaça, mas como uma oportunidade para
a diferenciação e capitalização
de novas oportunidades de mercado.
Em linha com a visão dos executivos de todo
o mundo, os CEOs brasileiros planejam um aumento de
23% nos investimentos para atender a estes clientes
mais sofisticados e demandantes nos próximos
três anos.
Esse investimento é ainda mais afirmado entre
as organizações que apresentam melhor
desempenho financeiro mundialmente. Os CEOs de empresas
com altas taxas de crescimento nas margens de lucro
indicam aumento de 36% nos investimentos focados nos
clientes da categoria “famintos por informação”
nos próximos 3 anos. A maioria deles será
dedicada a novas competências operacionais que
melhorem a colaboração e a inovação
nos produtos, mais orientados à transparência
e adaptados a segmentos de mercado específicos.
“Preocupados com a sociedade”
Os CEOs concordam que as expectativas dos clientes
com a responsabilidade social corporativa (CSR) estão
crescendo e que a responsabilidade social desempenhará
um papel importante na diferenciação da
empresa do futuro. Os clientes estão se unindo
a organizações socialmente responsáveis
e demandando cada vez mais produtos e serviços
com este perfil.
Os CEOs indicam que, apesar dos clientes sempre terem
se preocupado com questões sociais, somente agora
estes temas estão sendo transformados em ações.
Para entender e atingir melhor o novo cliente preocupado
com a sociedade, o grupo de CEOs pesquisados planeja
aumentar seus investimentos na ordem de 25% nos próximos
três anos, o maior aumento percentual dentre todas
as tendências identificadas no estudo. Porém,
na América Latina, esta tendência não
se mostra tão forte, já que os executivos
da região esperam crescer apenas 3% seus investimentos
em iniciativas relacionadas a responsabilidade social
corporativa.
Os CEOs também revelam que a reputação
de suas iniciativas de CSR é uma importante ferramenta
para atrair e reter funcionários. O estudo mostra,
ainda, que enquanto o interesse dos CEOs por questões
ambientais dobrou nos últimos quatro anos globalmente,
esta preocupação não está
bem distribuída por todo o mundo. Os CEOs da
Ásia Pacífico e da Europa lideram o foco
nas questões ambientais, seguidos pelos executivos
das Américas.
Integração global
O estudo revela que transformações fundamentais
nas expectativas dos clientes mais demandantes e o crescimento
do poder de compra nos mercados emergentes estão
direcionando grandes mudanças nos modelos de
negócios das organizações em todo
o mundo. Os CEOs pretendem mudar significativamente
seus planos de negócios para facilitar a colaboração
em escala global e a reconfiguração rápida
quando novas oportunidades aparecerem.
Oitenta e seis por cento dos executivos entrevistados
planejam mudanças radicais em seu mix de competências,
conhecimentos e recursos, sendo que, no Brasil, 78%
dos líderes consultados demonstram esta preocupação.
Adicionalmente, para aproveitar as oportunidades de
integração global, mundialmente 75% dos
CEOs pretendem entrar ativamente em novos mercados e
85% pretendem atuar extensivamente com parcerias para
capitalizar oportunidades globais. Dentre os executivos
brasileiros, 59% planejam explorar novos mercados e
86% afirmam sua intenção em atuar mais
com parceiros externos.
Serviço:
As conclusões deste relatório são
baseadas em entrevistas com 1.130 CEOs e líderes
de negócios de 40 países, realizadas entre
o final de 2007 e início de 2008. Os participantes
representam organizações dos setores público
e privado de diversas indústrias e geografias.
Dezenove por cento são empresas que empregam
mais de 50.000 funcionários, enquanto 22% possuem
menos de 1.000 empregados. O estudo é realizado
a cada dois anos e fornece um benchmark das tendências
de negócios globais. Mais informações
sobre as conclusões podem ser acessadas em www.ibm.com/enterpriseofthefuture
Site da IBM no Brasil: www.ibm.com/br
Matéria relacionada
O
que se exige dos novos líderes
Leia Também:
Investment
grade pode agravar "apagão de talentos"
Demanda
por profissionais de rede está em alta e podem
sobrar vagas
Incentivos
fiscais à inovação são pouco
utilizados
Invenção
barateia reciclagem de resíduos da construção
civil
Sebrae
e USP se unem para semear empreendedorismo no campus
Antes
de fazer tatuagem é bom pensar também
na carreira
Existe
cura para a "empurrofobia" que vendedor causa
no cliente
Tese
mostra como a publicidade manipula a cultura dos países
Quem
trabalha sentado deve cuidar da coluna
Prefeituras
paulistas usam cooperativas para gerar trabalho
Clique
Aqui e Veja Mais Carreiras & Gestão
Leia
Todas as Últimas Notícias
|