Investimentos em telecom devem subir 23%

08-01-2008

A pesquisa Banco de Dados de Mercado - 6ª Fase, realizada pela Abeprest - Associação Brasileira de Empresas de Soluções de Telecomunicações e Informática, mostra que as operadoras de telefonia fixa e móvel devem investir no setor entre R$ 13,5 bilhões e R$ 14,5 bilhões em 2008, uma alta de até 22,8% em relação aos R$ 11,8 bilhões previstos para 2007.

De acordo com o levantamento, 32% do total de investimento estimado para este ano, o equivalente a R$ 4,5 bilhões, será direcionado para a área de prestação de serviços, ou seja, instalação, construção, expansão, manutenção e operação de redes. Esta quantia é 11,6% superior ao investimento projetado para 2007 e o maior valor investido no segmento nos últimos anos. Segundo a pesquisa, estes investimentos serão 60% provenientes das operadoras fixas e 40% das celulares.

Em 2008, os investimentos no setor de telecomunicações por parte das operadoras fixas devem aumentar 3%, passando de R$ 2,6 bilhões para R$ 2,7 bilhões. O estudo mostra que elas continuarão investindo em banda larga e novos serviços, como IPTV, além de dar continuidade aos projetos piloto Fiber To The Home (FTTH), visando a oferta de banda larga de alta capacidade em regiões de alto poder aquisitivo. As operadoras celulares têm investimentos previstos de R$ 1,8 bilhão, uma alta de 27% em relação à projeção de 2007 (R$ 1,4 bilhão), impulsionados pela implementação de redes 3G e pelo aumento dos gastos com manutenção de redes para a melhoria da qualidade.

Quanto ao panorama de mercado, o estudo aponta foco das operadoras fixas na concorrência da oferta triple play e na concentração da terceirização de manutenção da planta em prestadoras de serviços de maior porte, havendo inclusive uma iniciativa pioneira com um único fornecedor. Já as celulares se voltarão para a convergência de serviços em plataforma móvel, com oferta de serviços de dados. Ambas, no entanto, darão destaque aos estudos sobre portabilidade numérica em 2008.

"Com esta pesquisa a associação pretende fornecer às prestadoras de serviços uma ferramenta de planejamento. Para este ano, esperamos o aquecimento do mercado de telecomunicações, o que deve abrir diversas novas oportunidades para as empresas. Apesar dos profissionais estarem se capacitando e se adaptando à nova realidade do mercado, o investimento na capacitação de mão-de-obra continuará sendo primordial para os serviços de nova geração que estão surgindo", diz Silvio de Carvalho Vince, presidente da Abeprest.

Para levantar os dados, foram realizadas 83 entrevistas com executivos das operadoras de telefonia fixa, celular, VoIP, TV por assinatura, fornecedores, integradores, especialistas do setor de telecomunicações e prestadores de serviço. O estudo completo pode ser adquirido junto à Abeprest. Site: www.abeprest.org.br


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