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Venda
de imóveis usados cresceu 2,6% em novembro em
São Paulo
08-01-2008
As vendas de imóveis usados na
cidade de São Paulo cresceram 2,6% em novembro
na comparação com outubro, resultado que
reverte dois meses seguidos de queda. Segundo pesquisa
feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis
do Estado de São Paulo (CRECI-SP) com 430 imobiliárias
da Capital, o índice de vendas evoluiu de 0,4851
para 0,4977 neste período.
O “placar do ano” está
agora em 6 a 5 – seis meses de resultados negativos
e 5 meses de positivos (ver tabela abaixo). Em novembro,
os imóveis mais vendidos foram os de valor até
R$ 100 mil, somando 54,6% do total. A maioria das vendas
(59,81%) foi feita à vista e os compradores preferiram
os apartamentos (57,48%).
A expectativa para dezembro é que tenha sido
um mês com vendas em alta já que as famílias
receberam recursos extras representados pelo 13º
salário e pela participação em
lucros e resultados das empresas. “Se parte desse
dinheiro extra-orçamento vier para o mercado,
é possível até que o ano feche
com desempenho positivo ou, na pior hipótese,
em situação de empate”, diz o presidente
do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto.
Segundo a pesquisa CRECI-SP, o preço que mais
subiu em novembro foi o de casas de padrão médio
construídas há mais de 15 anos e situadas
em bairros da Zona D, como Barra Funda, Limão
e Sacomã. O metro quadrado passou da média
de R$ 1.030,75 em outubro para R$ 1.118,40 em novembro,
uma alta de 8,5%.
O imóvel que mais perdeu valor
também fica na Zona D. São as casas de
padrão inferior, o Standard, com tempo de construção
de 7 a 15 anos. O preço médio do metro
quadrado caiu 6,88%, de R$ 870,81 para R$ 810,86.
Locação
aumenta 2,83%
Alugaram-se em São Paulo 2,83% mais imóveis
em novembro do que em outubro, como mostra pesquisa
feita pelo CRECI-SP com 430 imobiliárias. O índice
de locação residencial da Capital passou
de 2,0966 em para 2,1558 no período.
Em contraste com o aumento do número
de novos contratos, houve redução nessas
imobiliárias do número de imóveis
devolvidos. Foram entregues as chaves de 387 imóveis,
o equivalente a 41,75% dos imóveis alugados no
mês de novembro, um percentual 5,29% inferior
ao outubro. A inadimplência, porém, aumentou
4,17%, chegando a 5,46% dos contratos em vigor nas imobiliárias
consultadas.
O aluguel que mais subiu em novembro
foi o de casas de 4 dormitórios localizadas na
Zona E, que agrupa bairros como Guaianases, Jardim São
Luís e São Mateus. O aluguel desse tipo
de imóvel passou da média de R$ 783,33
para R$ 833,33, aumento de 6,38%.
A locação que mais baixou
foi a de casas de 1 dormitório situadas na chamada
Zona A, que agrupa bairros como Higienópolis,
Perdizes e Pacaembu. O aluguel variou de R$ 675,50 para
R$ 642,86, uma redução de 4,83%.
Já o número de ações
judiciais propostas nos fóruns de São
Paulo em novembro foi 13,64% inferior ao de outubro
– de 1.803 para 1.557 no total. As ações
por falta de pagamento encolheram 15,09% (de 1.597 para
1.356); as renovatórias tiveram queda de 23,08%
(de 52 para 40); as ações ordinárias
aumentaram 5,04% (de 139 para 146); e as consignatórias
não variaram (15 em outubro e 15 em novembro).
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