|
UBS divulga projeções
para a economia em 2009
08-12-2008
O banco suíço UBS divulgou relatório
sobre o cenário econômico global para o
próximo ano, intitulado "Proceder com cautela".
A análise identifica oportunidades potenciais,
mas também armadilhas à medida que a economia
global pode aprofundar mais na recessão em 2009.
O relatório vai além da presente crise
de confiança entre empresas, investidores e consumidores,
para projetar retornos das principais classes de ativos
e regiões.
Recessão global
Segundo o estudo, os Estados Unidos devem passar pela
pior recessão em mais de 25 anos. O impacto sobre
a Europa é menos uniforme, com Reino Unido e
Espanha afetados mais duramente, enquanto Suíça
e Alemanha ficam melhor posicionadas para enfrentar
a crise. As economias dos mercados emergentes devem,
provavelmente, desacelerar acentuadamente no próximo
ano, mas China, Índia, Brasil e Rússia
parecem ser capazes de evitar uma clara recessão.
Os autores do relatório projetam uma recuperação
durante o segundo semestre de 2009 e início de
2010, mas provavelmente será branda para padrões
históricos.
O que fazer
Embora a projeção econômica para
2009 seja desanimadora, o banco nota que os mercados
financeiros também refletem uma grande quantidade
de notícias ruins no preço. Todas as principais
categorias de ativos de risco, como imóveis,
ações e commodities, registraram quedas
acentuadas nos preços em 2008. Os benefícios
da diversificação foram limitados durante
o ano em razão da queda generalizada, embora
os títulos do governo tenham desempenhado seu
papel para as carteiras de amortecedor contra riscos
de recessão. A postura do banco em relação
à alocação de ativos para 2009
reflete uma perspectiva mais incerta e a crença
de que quando a economia começar a se recuperar
os investidores não devem retornar ao ponto que
estavam antes. O estudo enfatiza ainda a importância
de diversificar o portfólio, adotar uma postura
defensiva nos investimentos e assumir riscos calculados
como forma de atingir uma performance superior à
do mercado em 2009.
Títulos corporativos
O UBS estima que, durante 2009, os títulos corporativos
produzirão alguns dos retornos mais robustos
dos mercados financeiros. Embora a taxa de inadimplência
entre empresas provavelmente apresente um aumento significativo
em relação a níveis relativamente
baixos, o relatório conclui que os retornos dos
títulos corporativos mais que compensam este
risco. Setores relacionados ao consumo parecem ter os
riscos mais altos. Por exemplo, o setor automotivo dos
Estados Unidos já arca com uma redução
dos gastos discricionários e ainda enfrenta problemas
estruturais profundos e não resolvidos. No lugar
deste setor, o time de pesquisa prioriza títulos
de setores menos expostos à diminuição
dos gastos discricionários dos consumidores e
o desaquecimento econômico geral, tais como Serviços
Públicos, Telecomunicações e Bens
de Consumo Não Discricionário.
Renda variável
A perspectiva do relatório em relação
às ações é cautelosa, mas
também destaca os fortes sinais emitidos pelas
avaliações nos mercados acionários,
especialmente da Europa. Nesta linha, o relatório
alerta que a hipótese de mais quedas nos mercados
de ações não deve ser descartada,
pois a crise financeira levará a uma contração
cíclica nos lucros corporativos. “Aos investidores
que podem tolerar volatilidade e que têm visão
de longo prazo, recomendamos que foquem nos setores
onde o recuo dos lucros provavelmente será menos
pronunciado, como Saúde, Bens de Consumo Básicos
e Telecomunicações”, comentou Juliana
Braga, Estrategista de Investimentos do UBS Pactual
Wealth Management.
Mercados emergentes
O banco estima que a atividade econômica da China,
Índia, Brasil e outros mercados emergentes desacelere
acentuadamente no próximo ano. Por este motivo,
a venda indiscriminada de ativos de mercados emergentes
em 2008 pode se estender até 2009. Quanto às
ações de mercados emergentes, o atual
desconto em relação a ações
globais não é particularmente tentador.
Há ainda um risco considerável nos lucros
futuros. Em relação aos títulos
de mercados emergentes, o relatório indica evitar
emissores de dívida soberana abaixo de grau de
investimento e sim diversificar entre os emissores com
classificações acima de grau de investimento.
Diante desse cenário, Juliana destaca a tendência
dos mercados em desenvolvimento ganharem cada vez mais
importância no PIB Global.
Títulos públicos
A performance do mercado financeiro durante 2009 deve
depender muito da efetividade das políticas reflacionárias
visando mitigar a desaceleração econômica.
Embora uma recessão profunda seja boa para títulos
públicos, conceder créditos a Estados
pode ser menos atraente, pois alguns países acumulam
dívidas excessivas. Com taxas de curto prazo
já muito baixas nos Estados Unidos e Japão,
a política fiscal deverá fazer a maior
parte da ginástica para estimular o crescimento.
Por este motivo, o UBS Research considera que o maior
risco está nos títulos denominados em
dólares e ienes.
Dólar X euro
Diante de sua perspectiva cautelosa baseada em fundamentos,
o studo alerta contra uma exposição maciça
ao dólar após a significativa apreciação
observada recentemente. O time de pesquisa também
considera que o iene deverá depreciar no próximo
ano, quando melhorar o sentimento dos mercados e o apetite
por risco voltar em alguma medida. Quanto ao franco
suíço, os fundamentos econômicos
são menos fracos que no resto da Europa, no Japão
e nos Estados Unidos. Mas a perspectiva para o setor
financeiro, que representa praticamente 15% do PIB da
Suíça, continua desfavorável. Isto
implica uma performance irregular do franco durante
2009. “Com esse cenário, temos sugerido
aos clientes que diversifiquem seus portfólios
com euro e não tenham somente dólar”,
explica Juliana.
Oportunidades
O relatório não descarta a possibilidade
de medidas agressivas de política fiscal e monetária
reativarem a economia, mas alerta que não há
certezas quanto a estes esforços terem o efeito
desejado no início de 2009. “Qualquer normalização
de mercados de crédito e investimentos de curto
prazo (money market) deverá, provavelmente, beneficiar
os ativos de riscos mais alto, como o setor financeiro,
investimentos em imóveis e commodities associadas
à energia”, disse a Estrategista de Investimentos.
Neste estágio, entretanto, o UBS Wealth Management
Research recomenda esperar o surgimento de sinais mais
claros de melhora das condições macroeconômicas
antes de aumentar a exposição nestes ativos.
Matérias relacionadas
Em
tempo de dinheiro curto, permuta ganha espaço
Leia Também:
Como
não pagar mico nas festas de fim de ano
Ter
amigos no local de trabalho aumenta produtividade
Saiba
como combater os 10 medos mais comuns
Comunicação
é essencial para líder gerenciar tempos
de crise
Existem
mais de 30 possibilidades de atuação do
biomédico
Já
ouviu falar em jardineiro de web? Pois é uma
nova carreira
Com
a idade, cuidados com a visão devem aumentar
Vai
pegar bico no comércio? Veja como cuidar da saúde
Clique
Aqui e Veja Mais Carreiras & Gestão
Leia
Todas as Últimas Notícias
|