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MPE´s
paulistas tiveram em 2007 melhor ano desde 2002
12-02-2008
As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas têm
todos os motivos para comemorar os resultados favoráveis
registrados pelo segmento no ano passado. Uma combinação
de fatores possibilitou às MPEs do Estado registrarem
em 2007 o maior nível de faturamento em cinco
anos. Elas obtiveram, em média, um ganho de R$
197.310,00 no ano.
A taxa de crescimento anual foi de 4,0%, em relação
a 2006. Nos anos de 2004, 2005 e 2006, a variação
anual do faturamento havia alternado resultados favoráveis
e desfavoráveis, fechando respectivamente, em
+4,3%, +2,9% e -3,5%. Com relação a 2007,
estima-se que a receita total do universo das MPEs paulistas
em 2007 tenha sido de R$ 261,7 bilhões, o que
representou um ganho de R$ 10,1 bilhões sobre
2006.
Esses resultados estão entre as principais conclusões
do balanço anual da pesquisa Indicadores Sebrae-SP,
realizada mensalmente junto a 2,7 mil micro e pequenas
empresas do comércio, indústria de transformação
e prestadoras de serviços. O estudo traz resultados
de cinco indicadores: faturamento real, nível
de pessoal ocupado, gastos com salários, rendimento
médio dos empregados e expectativas dos pequenos
empresários.
Otimismo
Com os bons resultados do ano passado, no primeiro
mês de 2008, os empresários do setor continuam
com suas expectativas em alta. De acordo com a pesquisa
Indicadores Sebrae-SP, em janeiro 2008, um total de
47% de entrevistados esperavam que o faturamento de
sua empresa se mantenha estável nos próximos
meses, enquanto 43% acreditavam em crescimento da receita.
Da mesma forma, os empresários mostraram expectativas
positivas quanto ao desempenho da economia brasileira
em 2008. Em janeiro, 52% disseram acreditar que o nível
de atividade da economia irá se manter nos próximos
meses e 42% apostavam na melhora deste nível.
De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo
Banco Central e que expressa a média das expectativas
dos analistas de mercado, o ano de 2008 tende a ser
relativamente bom para a economia brasileira, com crescimento
do Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 4,5%. Este
nível situa-se um pouco abaixo da taxa de crescimento
da economia em 2007, que foi 5,2%, segundo a mesma fonte.
A expectativa de um crescimento um pouco menor para
a economia brasileira em 2008 é explicada por
uma combinação de fatores, entre os quais
estão os sinais de desaceleração
na economia internacional pela retração
no mercado imobiliário dos Estados Unidos e incertezas
quanto ao preço do petróleo.
Outros motivos são de ordem interna, principalmente
a alta da inflação nos últimos
meses, puxada pela elevação dos preços
dos alimentos em função de variações
climáticas e a provável manutenção
da taxa básica de juros (Selic) em níveis
ainda relativamente elevados.
A amostra da pesquisa é representativa das mais
de 1,3 milhão de MPEs paulistas da indústria
de transformação (11%), comércio
(57%) e serviços (32%). Elas representam 98%
das empresas formais e ocupam cerca de 67% da mão-de-obra
do setor privado, em todo o Estado de São Paulo.
A pesquisa monitora o desempenho das MPEs em todo o
Estado e apresenta dados para quatro regiões:
capital (cidade de São Paulo), Grande ABC, Região
Metropolitana de São Paulo (39 municípios)
e interior.
O estudo completo está disponível em
www.sebraesp.com.br,
clicando em “Conhecendo a MPE”, seção
“Indicadores”.
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