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Empresas se queixam da
falta de pessoal qualificado
12-08-2008
Estudo aponta que o maior desafio das empresas brasileiras
é a falta de profissionais qualificados. O levantamento
demonstra que 57% das companhias nacionais têm
dificuldades para preencher seu quadro de funcionários.
Tal índice reflete um conflito identificado como
comum às empresas de todas as regiões.
Segundo a pesquisa, ainda há uma grande diferença
entre a formação dos profissionais e a
expectativa das corporações.
O estudo foi realizado pela revista The Economist Intelligence
e patrocinado pela SAP. Seu objetivo foi o de identificar
quais os principais desafios enfrentados por empresas
de todo o mundo para manter e motivar talentos em um
cenário de intensa competitividade global.
Batizado de “People for Growth”, a análise
reúne depoimentos de 944 executivos de setores
distintos, 357 deles representantes de companhias de
mercados emergentes. O Brasil foi um dos destaques do
estudo e é o único país da América
Latina a apresentar dados que refletem exclusivamente
o cenário nacional. Ao todo, 88 executivos, entre
CIOs, CEOs e CFOs das companhias brasileiras, participaram
do levantamento.
“A pesquisa aponta uma lacuna muito visível
no mercado brasileiro e que é comum também
em um contexto internacional”, diz Paula Jacomo,
diretora de Recursos Humanos da SAP Brasil. “Embora
o número de vagas disponíveis seja alto,
há uma grande dificuldade para encontrar profissionais
capacitados a preenchê-las”, complementa.
O estudo mostra, ainda, que 47% das companhias nacionais
têm dificuldades em atender às expectativas
salariais de seus profissionais mais qualificados, enquanto
41% delas enfrentam problemas para corresponder às
expectativas de seus colaboradores com o pacote de benefícios
que concedem.
Já com relação à política
de gestão, 30% das empresas participantes admitem
não oferecer muitas oportunidades para o desenvolvimento
de planos de carreira aos funcionários que empregam.
“Os índices apontados pelo estudo demonstram
que é necessário às empresas uma
reorganização de processos, além
da adoção de novos métodos para
a criação de políticas de gestão
de carreiras que sejam mais eficientes e atrativas aos
colaboradores”, diz Paula.
Essa nova tendência identificada pelo estudo
e reforçada pela executivaé confrontada
pelas organizações para definir as atuais
relações entre empregadores e funcionários.
Trata-se do conceito de “empresabilidade”,
termo que se contrapõe a idéia de “empregabilidade”
e que, na prática, determina o que uma empresa
deve ter, fazer e oferecer para se tornar atraente aos
seus melhores profissionais.
A “empresabilidade” desponta como movimento
necessário às corporações
para reduzir a alta rotatividade enfrentada atualmente
entre seus profissionais mais qualificados, figurando
também como elemento imprescindível para
garantir um crescimento estruturado. “Sem mudanças
no modelo de gestão, dificilmente será
possível a qualquer companhia garantir a expansão
de seus negócios”, complementa a executiva.
Um dos maiores desafios da “empresabilidade”
está diretamente relacionado à qualidade
de vida dos profissionais e ao conflito que surge com
a adequação entre carreira e vida pessoal.
Segundo os resultados do estudo, 32% dos executivos
brasileiros mantêm uma relação desequilibrada
entre trabalho e vida pessoal, cumprindo longas jornadas
de trabalho que somam mais de 12 horas de atividades
diárias.
Como saídas para enfrentar às exigências
do atual cenário, as empresas apostam em alternativas
como investir em treinamentos e em um modelo de orientação
de carreiras. Estreitar a proximidade com instituições
de ensino e a adoção de práticas
mais flexíveis, também colaboram para
garantir a competitividade “As corporações
que estão repensando seu modelo de negócios,
adotando práticas mais flexíveis, saem
na frente na disputa pelos profissionais mais qualificados”,
ela finaliza. Site: www.sap.com
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