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Receita
do pequeno varejo paulista cresceu 8,6% no semestre
12-08-2008
O semestre fechou positivo para as empresas do pequeno
varejo do Estado de São Paulo. Segundo dados
da Pesquisa Conjuntura do Pequeno Varejo (PCPV), realizada
mensalmente pela Federação do Comércio
do Estado de São Paulo (Fecomercio), as vendas
tiveram alta de 8,4% no semestre. Na comparação
com junho de 2007, o crescimento foi de 10,2%.
O segmento de Lojas de Material de Construção
apresentou o maior crescimento de faturamento no mês
de junho, 32,4%, em relação ao mesmo período
de 2007. No semestre, o desempenho fechou com alta de
31,2%. Este comportamento continua sendo reflexo do
aquecimento do setor de construção, devido
às vendas para a auto-construção
e as pequenas reformas. A expectativa para o segundo
semestre é que o setor continue aquecido.
Como nos meses anteriores, o segundo melhor resultado
da PCPV ficou com as Lojas de Vestuário, Tecidos
e Calçados que tiveram um bom crescimento, apontando
alta de 10,4% no contraponto ao mesmo período
de 2007 e acumulado de 9,4% no ano. O resultado é
reflexo de características desse setor, que é
pouco concentrado e vende bens de valor unitário
relativamente baixo e de reposição obrigatória.
Passado o Dia das Mães, as vendas continuaram
positivas e a causa é o efeito mais de renda
e crédito do que de um inverno rigoroso.
O setor de Lojas de Móveis e Decorações
alcançou alta de 8% na comparação
com junho de 2007, e chegaram a 7,9% de elevação
em 2008. A tendência é de que as vendas
do setor acelerem no médio prazo, devido à
expansão do mercado imobiliário.
As Lojas de Eletroeletrônicos apresentaram alta
de 6,9% no faturamento, mediante ao mesmo período
de 2007. No semestre, os resultados atingem queda de
0,1%, o que pode ser considerado estabilidade. A expectativa
é que os bons resultados mensais permaneçam,
também em função do mercado imobiliário,
que influenciam, em pequena porcentagem, as vendas do
setor.
As Farmácias e Perfumarias tiveram alta de 1%
no faturamento de junho, na comparação
com o mesmo período do ano passado, e acumulam
baixa de 1% em 2008. A perda acelerada de espaço
para as grandes redes preocupa, dado que a venda de
remédios em termos gerais continua a crescer.
O segmento de Alimentos e Bebidas mostrou uma alta
de 0,6% em junho, na comparação interanual,
mas no acumulado do ano apresenta queda de 1%. É
um quadro bastante crítico, apesar do aumento
da renda e do emprego, as pequenas mercearias e supermercados
não conseguem mostrar uma recuperação
verdadeira. A tendência é que a realidade
não se altere nos próximos meses.
O pior desempenho da PCPV continua a ser o das Lojas
de Autopeças e Acessórios, que apresentaram
baixa de 14,3% no contraponto a junho do ano anterior.
No semestre, o setor acumula queda de 19,4%. Essa posição
não é propriamente uma novidade para as
empresas do segmento que enfrentam problemas de concorrência
com grandes redes, a venda de autos novos que reduz
a necessidade de manutenção, o aumento
da participação de mercado por parte das
concessionárias e a entrada de peças chinesas.
(A PCPV é apurada mensalmente
pela Fecomercio com dados desde 2004. A amostra engloba
cerca de 600 estabelecimentos comerciais localizados
no estado de São Paulo)
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