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12-11-2008

O Dia do Biomédico é comemorado em 20 de novembro. Poucos sabem, mas por trás dessa denominação existem mais de 32 campos diferentes de atuação, desde análises clínicas, biologia molecular, pesquisas, passando por reprodução humana e o diagnóstico por imagem, até chegar a novas áreas como a perícia criminal.

De acordo com um dos coordenadores do curso de Biomedicina da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), professor Marcio Georges Jarrouge, a profissão aos poucos está saindo dos bastidores para realizar atividades até então pouco conhecidas. Um exemplo é a investigação na área criminal, como no seriado americano C.S.I.“Os biomédicos foram responsáveis pela identificação dos corpos do jornalista Tim Lopes e do padre Avelir de Carli”, diz.

No caso do repórter assassinado em 2002, foram os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que identificaram os restos mortais do profissional de imprensa a partir do estudo do DNA encontrado em um fragmento de costela.

Já no caso padre desaparecido, que alçou vôo com cerca de 1000 balões de gás hélio na cidade litorânea de Paranaguá (PR), coube a um biomédico, a tarefa de colaborar com o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro.

O profissional foi o responsável pela identificação do corpo, após exames de veiculação genética. “No entanto, é preciso ressaltar que para exercer esta habilidade profissional é necessário que o biomédico, já formado, faça cursos de especialização”, diz Jarrouge.

“O biomédico também está por trás de grandes conquistas, como o projeto Genoma, a popularização da reprodução humana e até o resultado de um teste de paternidade e de uma fertilização in vitro”.

O profissional tem ainda a possibilidade de atuar em parceria com institutos de pesquisa, indústrias de desenvolvimento tecnológico, análises ambientais e de alimentos. Além disso, pode prestar assessoria a equipes de saúde pública no planejamento, realização, supervisão e no controle de programas de prevenção de doenças.

A opção pela habilitação de trabalho é feita pelo estudante a partir do último ano do curso, período no qual deverá cumprir no mínimo 600 horas de estágio obrigatório. As áreas de maior empregabilidade atualmente são as de pesquisa/docência e análises clínicas. De acordo com Jarrouge, 80% dos profissionais formados atuam em laboratórios de análises clínicas.

A profissão surgiu no final década de 60, na Universidade do Estado da Guanabara/RJ, para atender uma demanda do mercado profissional na área laboratorial de Biologia aplicada à Medicina. Daí a necessidade da criação de um curso que levasse à formação de um indivíduo com sólidos fundamentos científicos sobre as atividades laboratoriais.

"Na época se constatou que para atuar nessas áreas não era necessário passar por uma formação médica e sim por uma mais técnica que enfocasse a pesquisa mesmo”, diz o professor.

Para ele, as características fundamentais para exercer a profissão são: a curiosidade, gosto pela pesquisa e estudos, interesse pela Ciência e capacidade de análise e interpretação.

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