Emprego na construção teve em 2007 maior alta desde 1995

13-02-2008

O nível de emprego da indústria da Construção Civil fechou 2007 com alta de 13,3%, a maior desde 1995, segundo levantamento do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, com base nos dados do Ministério do Trabalho.

Apesar de praticamente todos os estados terem apresentado variação negativa em dezembro, devido a sazonalidade do setor – a maioria das obras são concluídas em dezembro e também é o início do período de chuvas, o que diminui o ritmo de contratações – o bom desempenho ao longo do ano foi suficiente para a construção civil liderar os índices de geração de empregos dentre todos os setores da economia brasileira. No mês, o nível de emprego caiu 1,5% no setor, comparado a novembro.

No entanto, no fechamento de 2007, o resultado é totalmente positivo. Em números absolutos, em todo o país, foram criados 206,6 mil empregos formais, formando um estoque de 1,7 milhão de trabalhadores na construção civil. A maior parte da mão-de-obra continua em São Paulo, que detém 507,1 mil dos contratados.

O estado que apresentou a maior alta foi Tocantins, que teve variação anual positiva de 61,7%, em relação a 2006. "São números que mostram o aquecimento do setor, especialmente no Estado e no município de São Paulo, e confirmam nossa expectativa de um desempenho bastante acima do PIB", comenta João Claudio Robusti, presidente do SindusCon-SP.

O estado de São Paulo continua uma locomotiva. Fechou o ano com alta de 18,2%. Nem mesmo a variação negativa de dezembro (-0,5%) abalou o desempenho conquistado durante todo o ano. Foram mais de 78,3 mil contratações em 2007.

Na capital paulista, o desempenho também comprova o otimismo dos empresários do setor. Em 2007, a cidade contratou 44,9 mil trabalhadores para atuar na construção civil, uma alta de 23% em relação ao ano anterior.

Em 2007, a região que obteve o maior aumento no nível de emprego da construção civil foi a região Norte, com alta de 21,2%, desempenho acima da média nacional. Tocantins (+61,7%), Roraima (+41,3%) e Amazonas (+33,7%) foram os principais destaques.

No Sudeste, o índice foi puxado novamente pelos ótimos números registrados por São Paulo (+18,2%), seguido por Minas Gerais (+10,9%) e Rio de Janeiro (+9,4%). Na região Centro-Oeste, o aumento é de 13,4%, alavancado principalmente por Mato Grosso (+20,4%). No Sul a variação anual teve alta de 12,6% e no Nordeste de 10%


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