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Confiança
do brasileiro ficou estável em julho
13-08-2008
Estabilidade no nível de confiança do
consumidor brasileiro é o que mostra o Índice
Nacional de Confiança ACSP/Ipsos (INC) que, em
julho passado, marcou 138 pontos, contra 139 em junho
e 138 em maio passados, oscilando dentro da margem de
erro de 3 pontos percentuais.
A região Norte/Centro-Oeste, onde está
à frente do agronegócio, segue bem mais
otimista, com 158 pontos em julho, contra 155 em junho.
A região sul também continua a menos otimista,
com 114 pontos em julho, contra 118 em junho. A região
sudeste ficou com 148 pontos em julho, contra 145 em
junho e a nordeste, caiu um pouco em julho, para 126
pontos, contra 131 em junho.
“Provavelmente em decorrência da alta nos
preços dos alimentos que pesa mais no bolso do
consumidor da região, que tem um salário
médio relativamente mais baixo”, observou
Alencar Burti, presidente da Associação
Comercial de São Paulo (ACSP) e Confederação
das Associações Comerciais e Empresariais
do Brasil (CACB) .
A avaliação da situação
econômica também permanece forte para 45%
dos entrevistados e fraca para 29% dos entrevistados
em julho. Da mesma maneira, os entrevistados estão
otimistas em relação à sua situação
financeira, que é boa para 38%, contra 34% que
avaliam como ruim, em julho.
Mais um dado otimista: para 58% dos entrevistados,
em julho, a sua situação financeira vai
melhorar nos próximos seis meses, contra apenas
8% que acreditam que ela vai piorar.
Para os bens de pequeno valor as coisas vão
bem, mas para os de maior valor, nem tão bem,
segundo a pesquisa. A avaliação de compras
de bens de maior valor, como imóveis ou carros,
mostrou em julho passado que 38% estão menos
à vontade para comprar, contra 31% mais à
vontade.
“Ainda é um desafio para a política
econômica criar condições macroeconômicas
para garantir a tomada de uma decisão para viabilizar
uma compra de mais longo prazo”, diz Alencar Burti.
Sobretudo, quando essa mesma avaliação
para compra de bens de menor valor, eletrodomésticos,
fogões, geladeiras e TVs, por exemplo, é
bem mais positiva: 45% dos entrevistados em julho permanecem
favoráveis, contra 30% menos favoráveis.
E o quesito segurança no emprego nos próximos
seis meses reforça esse quadro: 41% permanecem
confiantes em julho, contra 24% menos confiantes. E
ainda: continua em queda as pessoas conhecidas dos entrevistados
que perderam o emprego em julho (3,66), em relação
a junho (3,73), a maio (3.91) e a abril (4,25) passados.
“Essa percepção dos entrevistados
praticamente confirma as atuais pesquisas sobre desemprego
no País”, afirma Burti. Ele acrescenta:
“A segurança no emprego tem sido a grande
responsável pela confiança do consumir
na economia”, resumiu. Burti destaca que a abrangência
nacional da pesquisa ACSP/Ipsos (INC) que além
de fazer as entrevistas em nove regiões metropolitanas,
inclui 70 cidades do Interior do Brasil, que tem se
beneficiado da fase de bom desempenho das comoditties
em geral.
Serviço:
A pesquisa completa está disponível no
link: http://www.acsp.com.br/pesquisa_inc/inc_ago08.pdf
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