Faturamento do pequeno varejo em SP teve alta de 0,6% em novembro

14-01-2008

O pequeno varejo registrou alta no faturamento no estado de São Paulo. Segundo apurou a Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP), em novembro houve crescimento de 0,6% em comparação ao mesmo mês de 2006. No acumulado do ano, a PCPV acumula baixa de 1,6%. Dos 7 grupos analisados, 4 apresentaram baixas.

O segmento de Lojas de Material de Construção surpreendeu no mês de novembro e apresentou crescimento de faturamento real de 16,8% em relação ao mesmo período de 2006. No acumulado do ano o desempenho ainda é negativo (-1,4%). Este comportamento é reflexo do aquecimento do setor de construção, além da expansão de crédito.

As Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados apresentaram crescimento de 7,1% no contraponto ao mesmo período de 2006 e acumulado de 10,9% no ano. O resultado é reflexo de características desse setor, que é pouco concentrado e vende bens de valor unitário relativamente baixo e de reposição obrigatória. Além disso, o setor enfrenta queda real de preços graças à valorização do real frente ao dólar.

O outro resultado positivo da PCPV ficou por conta das Lojas de Móveis e Decorações, que alcançaram alta de 4,8% na comparação com novembro de 2006, e chegaram a 8,9% de elevação em 2007.

As Farmácias e Perfumarias tiveram queda de 3,9% no faturamento de novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, e acumulam baixa de 6,4% em 2007. A perda acelerada de espaço para as grandes redes preocupa, dado que a venda de remédios em termos gerais continua a crescer. Porém, a concentração parece inevitável no segmento, o que deve ser acompanhado de perto pelos efeitos colaterais que isso pode trazer aos empresários de pequeno porte e consumidores.

O volume de vendas no segmento de Alimentos e Bebidas continua repetindo um quadro de baixa semelhante ao visto em 2004 e preocupa os pequenos empresários do ramo. O setor, que é o mais importante na composição da PCPV justamente pela participação no orçamento familiar, teve em novembro queda de 6,4% no faturamento real e já acumula baixa de 13,5%.

Nos últimos cinco meses, o desempenho ruim das Lojas de Eletroeletrônicos foi acentuado e em novembro o setor registrou baixa de 14% no faturamento, mediante ao mesmo período de 2006. No ano, os resultados atingem queda de 8,3%. Esse efeito pode ser creditado ao problema da distribuição assimétrica das carteiras de crédito - privilegiando grandes redes -, e à competição desleal, quando se analisa a farta distribuição de aparelhos contrabandeados e até mesmo roubados em vários pontos do estado.

O pior desempenho da PCPV ficou por conta das Lojas de Autopeças e Acessórios, que apresentaram baixa de 24,7% no contraponto a novembro do ano anterior. Em 2007, o setor acumula queda de 19,8%. Essa posição não é propriamente uma novidade para as empresas do segmento que enfrentam problemas de concorrência com grandes redes, a venda de autos novos que reduz a necessidade de manutenção, o aumento da participação de mercado por parte das concessionárias e a entrada de peças chinesas.

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