Preços no varejo paulistano abriram 2008 em alta

14-02-2008

Os preços praticados no varejo pelos comerciantes paulistanos iniciaram 2008 com alta de 0,26% contra os 0,90% vistos em dezembro, segundo apurou o Índice de Preços no Varejo (IPV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Na comparação interanual de janeiro, a elevação foi de 4,02%. Dos 21 grupos analisados pelo IPV, apenas 7 registraram queda.

O desempenho dos segmentos de Supermercados, Feiras e Padarias contribuíram para a alta, enquanto Eletroeletrônicos e Veículos colaboraram para que o índice se mantivesse em patamares menores.

A expectativa para 2008 é de que os produtos alimentícios continuem influenciando o comportamento do IPV de maneira negativa, mas com proporções inferiores às vistas em 2007, devido ao fim dos problemas de safra. Por outro lado o preço dos Combustíveis ainda causa preocupação por conta das altas nos preço internacional do petróleo e pelo período da entressafra da cana que se aproxima.

Supermercados atingiram alta de 0,96% em relação a dezembro e em relação ao mesmo mês do ano anterior, elevação de 9,09%. As altas cotações dos grãos (trigo, soja e milho) no mercado internacional em virtude da elevada demanda influenciaram os preços. As variações mais significativas foram em legumes (15,02%), óleos (5,39%), ovos (4,91%), frutas (4,85%) e cereais (3,89%).

Já a atividade de Feiras apresentou em janeiro, alta de 1,37% em relação ao mês anterior. Na comparação interanual, acumula alta de 2,76%. As principais variações foram: legumes (8,43%) e frutas (2,15%).

O setor de Padarias acusou elevação de 0,96% em janeiro e em relação ao mesmo período de 2007, alta de 13,9%. A instabilidade do mercado internacional de grãos e derivados animais, causaram efeitos nocivos nos preços destes bens. Os resultados mais relevantes ficam por conta de panificados (1,51%), outros produtos (1,04%), bebidas (0,98%) e frios e laticínios (0,17%).

A atividade de Eletrodomésticos não apresentava variações positivas desde setembro de 2007 e atingiu em janeiro, alta de 0,61% em relação a dezembro. O realinhamento de preços, somado à entrada das mercadorias de coleção nova - que normalmente possui preços mais elevados - são os responsáveis. Destaque para linhas brancas (1,03%), utilidades domésticas (0,17%) e eletroportáteis (0,15%)

O grupo de Veículos, que mostrou vendas aquecidas ao longo de 2007, apresentou em janeiro, incremento de 0.09% em seus preços em relação ao mês anterior. Na análise interanual, a alta foi de 2,82%.

Outras atividades que acusaram alta nos preços em janeiro foram: Materiais de Construção (0,35%), Relojoarias (0,97%), Livrarias (0,71%), Autopeças e Acessórios (0,44%), Floricultura (1,24%), Móveis e Decoração (0,27%) e Óticas (0,17%).

O setor de Vestuários, Tecidos e Calçados acusou em janeiro, queda de 0,98% em relação a dezembro. Na comparação interanual a baixa foi de 1,45%. A entrada de produtos importados, cotados em dólar, concorrem diretamente com os nacionais, o que faz com que os empresários baixem os preços, além das liquidações que também contribuem para queda de preços. As variações mais relevantes foram: roupa feminina (-1,35%), roupa infantil e calçados e acessórios de vestuários (ambos com queda de 0,86%), roupa masculina (-0,83) e artigos de cama, mesa e banho (-0,41%).

O segmento de Eletroeletrônicos apresentou em janeiro, queda de 1,04% em relação ao mês anterior. Na comparação com janeiro de 2007, a variação é negativa em 13,79%. É válido ressaltar que as oscilações cambiais têm sido freqüentes e é bastante provável que, caso persistam, os preços dos eletrônicos passem por um realinhamento. As quedas mais relevantes foram: informática (-2,04%), telefonia (-0,89%) e produtos de imagem e som (-0,62%).

Já a atividade de Açougues apresentou em janeiro, baixa de 0,67% em relação a dezembro. A principal causa são os embargos à carne brasileira pela União Européia, que resulta em um excedente que seria exportado, fazendo os preços caírem por conta do excesso de oferta. As principais variações foram: aves (-1,18%), carnes suínas (-0,71%) e carnes bovinas (0,58%).

Outros grupos que acusaram retração de preços em janeiro: CDs (- 0,61%), Drogarias e Perfumarias (- 0,08%), Materiais de Escritório e outros (- 0,11%) e Brinquedos (- 0,41%).

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