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Pequeno
varejo paulista cresceu 9% até agosto
14-10-2008
As vendas no pequeno varejo paulista tiveram alta de
10,5%, em agosto, ante o mesmo período de 2007,
segundo apurou a Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo
(PCPV) da Federação do Comércio
do Estado de São Paulo (Fecomercio). No acumulado
do ano, a alta foi de 9,3%.
De acordo com a Fecomercio, a expectativa é
a de que ao longo dos próximos meses o reflexo
da crise econômica apareça nos dados .
"Mesmo assim, é possível que os efeitos
sejam amortecidos por conta da boa situação
financeira média das empresas brasileiras e pela
pouca exposição ao risco de crédito
dos bancos no país", avalia a entidade.
O segmento de Lojas de Material de Construção
apresentou o maior crescimento de faturamento no mês
de agosto, 37,8%, em relação ao mesmo
período de 2007. No ano, o desempenho fechou
com alta de 32,8%. Este comportamento continua sendo
reflexo do aquecimento do setor de construção
e da geração de empregos. A expectativa
é que as vendas continuem aquecidas.
O segundo melhor resultado da PCPV ficou com as Lojas
de Eletroeletrônicos que apresentaram em agosto,
alta de 12,4% em relação ao mesmo mês
de 2007. No acumulado do ano, se mantém menos
expressivo, com crescimento de 2,1%. A tendência
é que as vendas do setor desacelerem devido a
alta do dólar – o que pode acarretar numa
possível elevação de preços
– além de uma eventual restrição
de crédito.
O setor de Lojas de Móveis e Decorações
alcançou alta de 9,9% na comparação
com agosto de 2007, e chegaram a 8,5% de elevação
em 2008. A tendência é de que as vendas
do setor desacelerem no segundo semestre, apesar dos
números ainda não apontarem esse direcionamento.
Já as Farmácias e Perfumarias tiveram
um bom crescimento, apontando alta de 9,9% no contraponto
ao mesmo período de 2007 e acumulado de 2,4%
no ano. Os crescimentos da renda e do emprego explicam
a maior parte desse desempenho, e por se tratar de um
setor essencial, a tendência é de que esse
segmento sofra menos com a crise e mais com a concorrência
interna.
Em agosto as Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados,
mostraram performance positiva, porém, inferior
à média do ano. Enquanto essas lojas do
pequeno varejo vinham crescendo em média 8,8%
(média janeiro a agosto de 2008 em comparação
ao mesmo período de 2007), em agosto, na margem,
o setor cresceu 5,8%. O segmento experimenta comparações
com uma base mais elevada e também compete pela
renda dos consumidores que estão diversificando
suas compras por conta do aumento da renda e do volume
de crédito em outros segmentos.
O segmento de Alimentos e Bebidas mostrou uma alta
de 0,2% em agosto, na comparação interanual
e no acumulado do ano a variação é
apenas de 0,1%. É um quadro crítico, afinal
as pequenas mercearias e supermercados não conseguem
mostrar uma recuperação verdadeira. A
tendência é que o quadro não apresente
mudanças positivas nos próximos meses.
O pior desempenho da PCPV continua a ser o das Lojas
de Autopeças e Acessórios, que apresentaram
baixa de 12,2% no contraponto a agosto do ano anterior.
Em 2008, o setor acumula queda de 17,8%. Essa posição
não é propriamente uma novidade para as
empresas do segmento que enfrentam problemas de concorrência
com grandes redes, a venda de autos novos que reduz
a necessidade de manutenção, o aumento
da participação de mercado por parte das
concessionárias e a entrada de peças chinesas.
A PCPV é apurada mensalmente pela Fecomercio
desde 2004. A amostra engloba cerca de 600 estabelecimentos
comerciais localizados no estado de São Paulo.
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