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Paulistano
abre o ano com otimismo em alta
15-01-2008
O otimismo do paulistano continua em
alta e em janeiro atingiu 142,8 pontos, avanço
de 1,9% em relação a dezembro (140,1 pontos).
Trata-se do melhor patamar apurado pelo Índice
de Confiança do Consumidor (ICC), desde abril
de 2005, quando ficou em 141,9 pontos. O recorde pertence
a fevereiro de 2005, quando o ICC registrou 147,3 pontos.
Os dados constam de pesquisa da Federação
do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Já na comparação
com o mesmo período do ano anterior, a elevação
foi de 6,4%. De acordo com a entidade, a melhora no
humor do morador paulistano resulta de uma percepção
dos consumidores que esperam uma melhoria na sua situação
presente. O ICC varia de zero a 200 pontos, indicando
pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse
patamar.
O ICC é composto por dois indicadores:
o Índice das Condições Econômicas
Atuais (ICEA) e o Índice das Expectativas do
Consumidor (IEC). No mês analisado, o ICEA - que
registra como o entrevistado percebe a sua situação
atual - passou de 145,9 pontos para 153,9 pontos, ou
seja, um aumento de 5,5%. Já a percepção
em relação ao futuro, contemplada pelo
IEC teve queda de 0,6% em relação a dezembro,
atingindo 135,4 pontos em contraponto a 136,2 pontos
do mês anterior.
Por faixa
de renda
Na análise por faixa de renda,
o ICC apurado entre os que ganham menos de 10 salários
mínimos atingiu 140,2 pontos, um avanço
de 2,1%. Já os que recebem mais de 10 salários
mínimos, o índice ficou em 147,7 pontos,
um crescimento de 1,7% em relação a dezembro.
O otimismo em relação
às condições econômicas atuais
é maior para ambas as faixas, mas esse arrefecimento
no bom humor do paulistano é maior entre os que
ganham mais de 10 salários mínimos. Já
a confiança no futuro é presente entre
os de maior renda.
Por faixa
etária e sexo
Na análise segmentada, os homens
estão mais otimistas que as mulheres. O público
masculino teve elevação de 4,5% no ICC
(147,8 pontos), enquanto no feminino caiu 0,6% (138,1
pontos). Vale destacar também que os consumidores
com idade superior a 35 anos estão mais confiantes
e em janeiro a alta foi de 4,5% no ICC, atingindo 139,6
pontos. Já entre os paulistanos da faixa etária
inferior a este patamar o crescimento foi de 0,6% no
ICC (144,8 pontos).
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