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Pequeno
varejo cresceu 5,4% no 1º tri em São Paulo
15-05-2008
As vendas no pequeno varejo tiveram alta de 5,4% no
trimestre, segundo apurou a Pesquisa Conjuntural do
Pequeno Varejo (PCPV) da Federação do
Comércio do Estado de São Paulo. Em março,
o crescimento foi de 10,5% em março ante ao mesmo
período de 2007. Dos sete setores pesquisados,
quatro apresentaram resultados positivos.
O segmento de Lojas de Material de Construção
apresentou o maior crescimento de faturamento no mês
de março, 30,3%, em relação ao
mesmo período de 2007. No trimestre, o desempenho
fechou com alta de 29,6%. Este comportamento é
reflexo do aquecimento do setor de construção,
além da expansão de crédito.
O segundo melhor desempenho ficou para as Lojas de
Vestuário, Tecidos e Calçados, apresentaram
crescimento de 9,9% no contraponto ao mesmo período
de 2007 e acumulado de 5% no ano. O resultado é
reflexo de características desse setor, que é
pouco concentrado e vende bens de valor unitário
relativamente baixo e de reposição obrigatória.
O setor de Lojas de Móveis e Decorações,
alcançou alta de 7,3% na comparação
com março de 2007, e chegaram a 5,7% de elevação
em 2008. O desempenho é conseqüência
de um ambiente econômico propício, alavancado
de outros segmentos como o de construção.
A tendência é de que as vendas do setor
acelerem no médio prazo.
A atividade de Alimentos e Bebidas mostrou início
de recuperação e em março cresceu
4,9% em relação ao mesmo período
de 2007, mas no trimestre ainda acumula queda de 3,1%.
O setor é o mais importante na composição
da PCPV justamente pela participação no
orçamento familiar.
As Farmácias e Perfumarias continuam a apresentar
resultados ruins, fechando março em queda de
1,2% no comparativo com o mesmo mês de 2007. No
acumulado do ano apresenta baixa de 2,9%. A perda acelerada
de espaço para as grandes redes preocupa, dado
que a venda de remédios em termos gerais continua
a crescer. Porém, a concentração
parece inevitável no segmento, o que deve ser
acompanhado de perto pelos efeitos colaterais que isso
pode trazer aos empresários de pequeno porte
e consumidores.
O desempenho ruim das Lojas de Eletroeletrônicos
foi acentuado e em março o setor registrou baixa
de 4% no faturamento, mediante ao mesmo período
de 2007. No ano, os resultados atingem queda de 7,4%.
Esse efeito pode ser creditado à importação,
valorização cambial e queda dos preços
dos produtos. A competição desleal, quando
se analisa a farta distribuição de aparelhos
contrabandeados e até mesmo roubados em vários
pontos do estado, também influencia o resultado.
A maior retração no faturamento real
ocorreu no comércio Autopeças e Acessórios
que apresentaram baixa de 22,6% no contraponto a março
do ano anterior. Em 2008, o setor acumula queda de 22,7%.
Essa posição não é propriamente
uma novidade para as empresas do segmento que enfrentam
problemas de concorrência com grandes redes, a
venda de autos novos que reduz a necessidade de manutenção,
o aumento da participação de mercado por
parte das concessionárias e a entrada de peças
chinesas.
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