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Demanda
por executivos fechou semestre com forte alta
15-07-2008
A procura por executivos continuou aquecida nos primeiros
seis meses de 2008, conforme estudo realizado pela DBM,
consultoria especializada em gestão do capital
humano em momentos de transição. A demanda
por profissionais para atuação em chefia
intermediária, gerência, diretoria, CEOs
e até conselheiros de administração
cresceu mais de 60% no primeiro semestre de 2008 em
relação ao mesmo período de 2007.
Entre janeiro e junho deste ano, foram abertas posições
para 10,268 mil executivos, ante 6308 mil nos primeiros
seis meses do ano passado. Apenas em junho, houve procura
por 1,956 mil executivos - volume 59% maior em relação
ao dado do mesmo mês do ano passado.
“O mercado está positivo e, conseqüentemente,
as empresas têm buscado cada vez mais profissionais
no mercado”, afirma Cláudio Garcia, presidente
da DBM Brasil. “A conquista da posição
de investment grade, como a DBM já havia previsto,
pressionou ainda mais alguns setores, assim como fez
com que a demanda por executivos mantivesse sua tendência
de alta e confirmasse o quadro que já em 2007
havíamos batizado de ‘apagão de
talentos’”, completa.
De acordo com os números do levantamento produzido
pela DBM, a demanda por profissionais do setor de construção
civil cresceu 185% em relação ao primeiro
semestre de 2008. As instituições financeiras
também mantiveram a demanda em alta e responderam
por 7% da procura por executivos no período.
O segmento automobilístico e de autopeças,
por sua vez, voltaram a ampliar o número de vagas
para executivos. Juntos, os segmentos responderam por
7% da demanda por executivos nos primeiros seis meses
deste ano, ante 2,4% no mesmo período de 2007.
“O aumento da frota de veículos que temos
observado no País é um sinal de como o
setor está aquecido”, afirma Cláudio.
“O brasileiro aumentou o seu poder de compra e
as facilidades de crédito para a classe C influenciam
diretamente no crescimento de vendas de imóveis
e carros, o que tem implicação do número
de executivos empregados pelas empresas destes setores”.
Os setores de serviços e seguros, a indústria
de embalagens e de papel e as usinas continuam sendo
os setores que mais posições abriram para
executivos em comparação com os anos anteriores.
No primeiro semestre de 2008, juntos, eles responderam
por 33% da demanda por profissionais seniores. Na contramão,
os segmentos de informática e o de telecomunicação
abriram menos vagas para executivos no primeiro semestre
de 2008 na comparação igual período
do ano anterior. As duas áreas foram responsáveis
por 5% da demanda por executivos no primeiro semestre
de 2008, ante 9% em igual período de 2007.
Entre as áreas de atuação dos
executivos dentro das empresas, o segmento financeiro
continuou dominando o cenário no primeiro semestre
de 2008 e foi o que mais novas vagas para executivos
abriu. Das 10,268 mil posições abertas
para executivos no período, mais de 2,2 mil (ou
22%) são relativas à área financeira,
o que mostra que o efeito dos IPOs continua impactando
o dia-a-dia das companhias, além de explicitar
que o processo de profissionalização das
empresas tem se consolidado. As áreas industrial,
de engenharia e de pesquisas também exigiram
mais executivos na primeira metade deste ano e foram
responsáveis por 17% da demanda.
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