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Receita
de pequenas empresas paulistas caiu em agosto
15-10-2008
O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs)
paulistas sofreu queda de 1,6%, na comparação
de agosto de 2008 com o mês anterior. Entre os
motivos dessa queda, destaca-se o menor número
de dias úteis, o que os economistas costumam
chamar de “efeito-calendário”. Agosto
teve um dia útil a menos que julho. Apesar da
retração no mês, 55% das micro e
pequenas empresas esperam um aquecimento no faturamento
nos próximos seis meses e 52% delas acreditam
na melhora da economia brasileira.
Por setores, a queda foi maior nas MPEs da indústria
(-5,0%), seguida pelas MPEs do comércio (-3,8%),
enquanto o setor de serviços teve expansão
de 6% na comparação de agosto com o mês
anterior.
Na comparação de agosto deste ano com
mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 8,6%
na média das MPEs do estado, com quedas nos três
setores, 13,3% nas MPEs da indústria, 9,1% nas
MPEs do comércio e 3,3% nas MPEs de serviços.
Novamente, o efeito calendário foi determinante,
já que agosto deste ano teve dois dias úteis
a menos que agosto do ano passado.
Adicionalmente, agosto de 2007 (mês base para
comparação) apresentou um bom resultado
em termos de receita para as MPEs, e o período
entre agosto de 2007 e agosto de 2008 registrou uma
inflação de 7,15% (medida pelo INPC-IBGE),
que corroeu parte dos ganhos das empresas.
Estas foram as principais constatações
da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada mensalmente
pela entidade, em parceria com a Fundação
Seade, e que monitora mensalmente o desempenho das MPEs
em todo o estado, medindo as taxas de faturamento, pessoal
ocupado, gastos com salários, rendimento médio
do trabalhador e expectativas dos empresários.
Esse resultado é semelhante às pesquisas
divulgadas no mês pelo IBGE (recuo de 1,3% na
produção industrial do país em
agosto) e pela FIESP (queda de 3% no INA em agosto frente
a julho), também afetadas pelo menor número
de dias úteis.
Segundo o coordenador do Observatório das Micro
e Pequenas Empresas do Sebrae-SP, Marco Aurélio
Bedê, para as pequenas empresas, cada dia útil
a menos de atividade representa uma perda de faturamento
de até 5% no mês. Dessa forma, se agosto
deste ano teve dois dias a menos que agosto do ano passado
e um dia a menos que julho, o resultado em termos de
faturamento era esperado.
"Esses dados, de certa forma mostram que as pequenas
empresas chegaram a um patamar de vendas próximo
ao verificado no ano passado, que é considerado
o nível mais elevado dos últimos anos”,
diz. Clique
aqui e assista a vídeo com Bedê sobre os
resultado, feito pela assessoria de imprensa do Sebrae.
O relatório também apresenta dados para
quatro regiões: a capital (cidade de São
Paulo) apresentou expansão de 1,8% no mês,
a Região Metropolitana de São Paulo (39
municípios), que teve variação
de + 0,1%, o Grande ABC, que registrou queda de 1,5%
e o interior, com queda de 3,3%.
Na avaliação do diretor-superintendente
do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, o desempenho registrado
em agosto não deve prejudicar o desempenho do
ano, já que não teremos mais feriados
importantes até o Natal. O efeito calendário
passará a atuar positivamente. "Como os
empresários continuam vendendo em patamar semelhante
ao ano passado e continuam otimistas, se a turbulência
financeira internacional se mostrar passageira, acreditamos
que ainda é possível terminar este ano
com uma variação positiva nas vendas”,
diz.
A pesquisa mostra ainda que, na comparação
de agosto com julho, o pessoal ocupado manteve-se estável
(sem variação), o rendimento real dos
empregados nas MPEs paulistas apresentou variação
de -0,3% e o gasto total com folha de salários
apresentou expansão de 2,1%.
A pesquisa está disponível, na íntegra,
no portal do Sebrae-SP: www.sebraesp.com.br,
seção Conhecendo a MPE/Indicadores.
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