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MPEs
paulistas acumulam 10 meses de receita em alta
16-01-2008
Em novembro, as caixas registradoras das 1,3 milhões
de micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas receberam
R$ 22,7 bilhões, um acréscimo de 1,9%
em relação ao mesmo período de
2006, já descontada a inflação.
Foi o 10º mês de 2007 em que as MPEs apresentam
expansão no faturamento médio real (a
exceção foi o mês de setembro).
No acumulado do ano (janeiro a novembro/07 comparado
a janeiro a novembro/06), a taxa de crescimento do faturamento
real das MPEs foi de 3,2%.
Com base nos dados, o diretor superintendente do Sebrae-SP,
Ricardo Tortorella, mantém a projeção
de crescimento da receita dos pequenos empreendimentos
em 2007 no nível de 4%. É o melhor desempenho
das MPEs em termos de faturamento nos últimos
cinco anos.
“Acreditamos que as pequenas empresas vão
recuperar a perda que tiveram no ano anterior, quando
fecharam no negativo em 3,5%. O ano de 2007 tem potencial
para ser o ano inicial de um processo de recuperação
mais duradouro, graças à melhora nos fundamentos
macroeconômicos e às melhoras no ambiente
dos negócios. Acreditamos que em 2008 os pequenos
negócios continuem em ritmo de recuperação
moderada.”
Os empresários também estão otimistas:
50% esperam melhora de faturamento nos próximos
seis meses e 43% acreditam que vai permanecer como está.
É o índice mais alto de expectativas positivas
desde que este indicador começou a ser medido,
em 2005.
Estes são os principais resultados dos Indicadores
SEBRAE-SP, pesquisa do Serviço de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP),
realizada com a colaboração da Fundação
Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade),
com 2,7 mil micro e pequenas empresas do Estado de São
Paulo, dos setores de comércio, indústria
de transformação e serviços.
Mensalmente, são avaliados os índices
de faturamento, pessoal ocupado, rendimento dos empregados,
gastos com salários e expectativas das MPEs para
faturamento da empresa e para a economia brasileira.
Segundo o estudo, o nível do pessoal ocupado,
no entanto, não acompanhou o ritmo do crescimento
da receita e caiu 2,4% na comparação de
12 meses (novembro/07 sobre novembro/06), totalizando
5,6 milhões de pessoas (4,24 por empresa) trabalhando
nos empreendimentos de pequeno porte da capital, Região
Metropolitana de São Paulo, Grande ABC e interior.
Mesmo com esta queda, os pequenos negócios continuam
respondendo pela maior parte dos postos de trabalho
na economia. Para o Sebrae, a queda é bastante
influenciada pelo desempenho do setor de serviços,
que teve um ano fraco. Serviços foi o único
setor com queda de faturamento real no acumulado do
ano (-3,5%) e apresentou queda de 5% no pessoal ocupado
na comparação de 12 meses (nov/07 X nov/06).
O rendimento real dos empregados nas pequenas empresas
também apresentou alta na comparação
de novembro de 2007 com novembro de 2006: 4,2%, acompanhando
o índice medido pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) que mostra que
o rendimento médio dos trabalhadores cresceu
2,4%, na média das seis principais regiões
metropolitanas do país (Belo Horizonte, Porto
Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São
Paulo).
O indicador de gastos com salários apresentou
alta (3,6%) na comparação de 12 meses,
índice puxado pela indústria (+7,8%),
seguido pelo comércio (+6,8%), sendo que setorialmente
as prestadoras de serviços registraram queda
de 4,8%. A média da folha de pagamento nas MPEs
em novembro foi de R$ 2.830,78.
Expectativa
A recuperação do faturamento nos últimos
meses refletiu diretamente nas expectativas dos proprietários
das MPEs. Em dezembro/07, para 93% dos entrevistados
o faturamento de seus empreendimentos vai subir nos
próximos seis meses (50%) ou manter-se estável
(43%).
A pesquisa mede ainda a expectativa dos pequenos empresários
com relação ao nível de atividade
econômica. E o otimismo continua em alta. Em dezembro
de 2007, 48% acreditavam na melhoria da economia nos
próximos seis meses e 46% apostaram na estabilidade.
Setores
Setorialmente, as MPEs do comércio lideraram
a expansão da receita nos últimos 12 meses,
faturando 6,8% a mais que novembro do ano passado, seguido
pela indústria (+2,2%). As prestadoras de serviços
amargaram queda de 8% na receita.
No comércio, da mesma forma que nos meses anteriores,
os segmentos que apresentaram maior alta de receita
foram os do varejo, onde predominam setores como alimentos
e vestuário e na indústria foram os bens
de capital e duráveis (máquinas diversas).
Por regiões
Em novembro, os pequenos empreendimentos da capital
e da Região Metropolitana de São Paulo
(RMSP) registraram alta de faturamento (5,3% e 3,4%
respectivamente). No interior, o desempenho das MPEs
ficou estável (+ 0,2%) e as do Grande ABC apresentaram
retração da receita (-7,7%), após
14 meses de recuperação. Novembro/07 contou
com dois dias úteis a menos que novembro/06,
o que afetou a receita de alguns segmentos, como os
serviços de transporte. As regiões que
vinham em expansão mais forte sofreram essa queda.
No entanto, no acumulado do ano (janeiro a novembro).
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