Comércio de SP repete em janeiro o ritmo de dezembro

16-01-2008

As consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) cresceram 6,9% na primeira quinzena de janeiro deste ano em relação ao mesmo período de 2007. As consultas ao SCPC Cheque (antigo UseCheque) cresceram 8,8%, resultando em um movimento médio 7,8% maior que o registrado nos primeiros 15 dias do ano passado.

O presidente da ACSP, Alencar Burti, explica que o ritmo do movimento no comércio manteve-se o mesmo de dezembro de 2007, quando o SCPC registrou aumento de 7,9% e o SCPC Cheque, 7,7%, obtendo um crescimento médio de 7,8% sobre o mesmo período do ano anterior.

“Percebemos, entretanto, uma pequena diminuição do crediário e um aumento no uso do cheque entre dezembro de 2007 e janeiro deste ano. Isso ocorreu por conta do fim da CPMF e das incertezas com o IOF. Porém, a tendência é que os números do crediário e do cheque voltem a se equilibrar”.

Inadimplência

Os registros recebidos (dívidas incluídas) no cadastro de inadimplentes do SCPC cresceram 11% na primeira quinzena de janeiro sobre o mesmo período de 2007. Os registros cancelados (dívidas excluídas) subiram 11,5%. “O crescimento de 11% nos registros recebidos continua sendo um sinal de alerta para o comércio, porém o crescimento maior de meio ponto percentual nos registros cancelados mostra que a inadimplência ainda está controlada”, analisa o presidente da ACSP.

“O que nos preocupa, entretanto, é o descompasso entre a política monetária nacional - que resiste na redução dos juros - e a do Banco Central Americano (Federal Reserve), que já efetuou várias reduções e sinalizou que continuará a diminuir os juros enquanto a crise de inadimplência (subprime) ocorrer. Sugerimos que, a exemplo do FED, o Banco Central do Brasil utilize uma medida de núcleo que exclua os alimentos e a energia do índice oficial de inflação, para evitar que induzam a manutenção ou mesmo o aumento da taxa básica”, diz Burti.

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