|
Estudo
aponta que corrupção nos negócios
é crescente
16-05-2008
Apesar do endurecimento da legislação
antifraudes, a percepção é que
a corrupção nos negócios ainda
é crescente. É o que revela a 10ª
Pesquisa Global sobre Fraudes da Ernst & Young,
que ouviu 1.186 líderes de grandes companhias,
em 33 países, entre novembro de 2007 e fevereiro
de 2008. O estudo incluiu entrevistas realizadas em
58 empresas da América Latina, sendo 26 brasileiras.
Um em cada quatro executivos entrevistados admite ter
tido problemas relacionados à corrupção
nos últimos dois anos.
O levantamento mostrou também que quase 70%
dos empresários entrevistados acreditarem que
as leis e medidas anticorrupção estão
mais fortes nos últimos cinco anos. No entanto,
apenas um terço deles afirma ter algum conhecimento
sobre o Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), legislação
anticorrupção considerada referência
mundial no combate às fraudes, inclusive no Brasil,
existente há mais de 30 anos nos Estados Unidos.
Os executivos brasileiros demonstraram um conhecimento
ligeiramente superior em relação ao FCPA.
Enquanto, 31% dos entrevistados no País apontaram
conhecer um pouco a legislação internacional,
globalmente foram apenas 16%.
José Francisco Compagno, sócio da área
de Investigação de Fraudes da Ernst &
Young, destaca a necessidade de as empresas conhecerem
melhor a legislação internacional que
é a mais abrangente no mundo.
“As empresas, principalmente as que atuam de
alguma forma no mercado americano, precisam entender
os impactos dessa legislação no ambiente
de negócios. É importante também
conhecer a legislação local. O Brasil
não possui uma legislação especifica
sobre o tema, mas o Código Penal aborda a corrupção
de forma clara. O Brasil, como outros países
envolvidos na pesquisa, precisa agora definir mecanismos
mais eficientes de cobrança do cumprimento da
lei“, diz.
O estudo também aponta os prejuízos gerados
pela corrupção. Para se ter uma idéia,
apenas os dez principais processos da FCPA, realizados
em 2007, somaram mais de US$ 175 milhões em multas.
O número de casos investigados pelo comitê
anticorrupção da OECD (Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico)
que envolve 36 países incluindo o Brasil, subiu
de 51 em 2005, para 270 em 2007.
O levantamento mostrou que as empresas brasileiras
acreditam que as auditorias internas são eficientes
em detectar fraudes e corrupção. No Brasil,
46% dos entrevistados apontam que auditoria é
muito bem sucedida nesta ação, contra
22% das companhias mundiais.
Globalmente, 18% das empresas pesquisadas já
perderam negócios porque se negaram a pagar propina.
No Brasil, nos últimos dois anos, 63% das empresas
ouvidas apontaram que consideraram sempre os riscos
referentes à fraude e corrupção
no processo de aquisição de uma nova companhia,
contra 36% das empresas globais. Após a aquisição,
48% das empresas brasileiras continuaram analisando
esses dados, contra 28% das empresas mundiais.
A pesquisa também mostrou o nível de
corrupção dividido por segmentos de atuação.
Para 47% dos entrevistados, o setor de mineração
é o mais suscetível à corrupção,
seguido por serviços públicos (43%) e
seguros (41%). Site: http://www.ey.com.br.
Leia Também:
CANAL
EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob encomenda
Inadimplência
dos consumidores cresceu 6,7% até abril
Pequeno varejo cresceu 5,4% no 1º tri em São
Paulo
Maioria
corre risco de cair na pobreza na aposentadoria
Interior
de SP puxou desempenho das MPE's até março
Estudo
mostra como evolui o emprego no varejo de SP
Indústria
encerrou 1º tri com alta em todos os indicadores
Pisos salariais estão mais próximos do
mínimo
Chile
e Peru são países que mais crescem na
emissão de turistas ao Brasil
Presença
de mulheres e negros nas grandes empresas cresce pouco
Maturação
de aportes desafoga indústria
Industrial
mantém disposição para investir
Clique
Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia
Todas as Últimas Notícias
|