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Paulistano
termina o ano menos confiante
16-12-2008
Apesar do clima de final do ano afetar positivamente
o humor do consumidor, este ano ocorreu o contrário.
Dados do Índice de Confiança do Consumidor
(ICC), da Federação do Comércio
do Estado de São Paulo (Fecomercio), mostram
queda de 4,2% (127 pontos) em relação
a novembro e 9,4% em relação a dezembro
de 2007. Esta foi a terceira baixa consecutiva do índice,
registrando o menor nível de confiança
do ano e o menor nível para os meses de dezembro
desde 2003.
A grande vilã do ICC foi a crise econômica
internacional e o possível reflexo na economia
brasileira. O que influencia diretamente as vendas do
comércio são fatores de emprego e renda
e em tempos de crise e a possibilidade de desemprego,
o primeiro agente a ser afetado é a confiança
do consumidor.
Para 2009, a trajetória do ICC dependerá
primordialmente da crise internacional na vida dos consumidores,
basicamente da intensidade do reflexo que variáveis
macroeconômicas venham a atingir o consumidor.
O primeiro ponto está relacionado ao impacto
que o curso dos juros e do câmbio venha a ter
sobre o estado geral das expectativas, mais especificamente
do acesso ao crédito – como também
o comportamento da inflação.
O ano de 2008 teve início com um ambiente de
grandes incertezas para a economia internacional e quanto
aos seus reflexos para a economia brasileira. De janeiro
a abril o ICC registrou três altas consecutivas,
começando o ano no patamar de 142,8 e atingindo
em abril os 149 pontos, o maior nível da série
histórica.
Essa melhora na confiança do consumidor ocorreu
devido à conjuntura econômica positiva
naquele momento, a consistente expansão da massa
real de rendimentos, principalmente da renda real combinada
com a maior eficiência das ferramentas de concessão,
e de gestão de carteiras de crédito.
A mudança nos preços relativos a partir
de abril decorrente de um forte aumento no valor das
commodities afetou a confiança do consumidor.
A partir deste mês alterou a trajetória
e registrou três quedas consecutivas, tendo como
a principal de junho para julho com variação
negativa de 8%, e em julho, atingindo o patamar de 131,5
pontos.
No final do primeiro semestre, a partir da melhora
das expectativas, o humor voltou ao consumidor. Em setembro,
o ICC alcançou 140 pontos e atingiu o seu ponto
de inflexão, devido uma percepção
mais atenta com relação às possíveis
trajetórias dos indicadores econômicos
frente às incertezas do cenário externo,
sobretudo em questões vinculadas a juros, câmbio
e inflação.
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