|
O que
uma orquestra tem a ensinar às empresas
17-03-2008
No final de fevereiro, a Filarmônica de Nova
York esteve na Coréia do Norte, para uma apresentação
que marcou a tentativa de resgate das relações
diplomáticas entre esse país e os Estados
Unidos. Situações como essa mostram como
o concerto de uma orquestra pode adquirir significado
muito maior que o de mera sessão de entretenimento.
Há quem veja a dinâmica das orquestras
como algo de grande valia inclusive para o ambiente
empresarial.
"Em 1998, Peter Drucker, um dos maiores gurus
da Administração, já dizia que
no século 21 as empresas seriam como orquestras",
lembra Alexander Baer, palestrante motivacional e professor
convidado da FGV Management. Segundo ele, as etapas
entre a afinação dos instrumentos e o
gestual do maestro contêm boas práticas
nas quais organizações de todo tipo podem
se espelhar. "Uma orquestra não tem uma
segunda chance", frisa. Para exemplificar isso
dinamicamente, Baer trouxe para suas palestras sobre
o tema os músicos e o maestro, que se encarregam
de ilustrar o que é dito pelo palestrante com
a execução de peças bem conhecidas
do público.
Em meio aos apontamentos feitos por Baer nesses eventos,
constam as ferramentas de gestão e os equipamentos
utilizados pelas empresas. De acordo com ele, ajustá-los
à realidade do negócio é um dos
primeiros passos a se tomar. "As organizações
precisam 'afinar' melhor seus profissionais, instrumentos,
gestão e sua comunicação",
sugere. Outra recomendação é a
de que se sigam com esmero normas do mercado, regimentos
internos e o planejamento estratégico - tal qual
fazem os músicos com suas partituras.
Ainda no que diz respeito ao planejamento estratégico,
Baer acrescenta: é fundamental que toda a equipe
esteja ciente do rumo futuro que a empresa quer tomar
e do papel de cada funcionário para consegui-lo.
"O que seria de uma orquestra se não houvesse
sintonia entre os músicos e eles não soubessem
que obra tocar, quando, onde, para quem e como?",
compara o palestrante.
O paralelo não pára por aí. Uma
orquestra é feita de músicos com talentos
individuais e coletivos divididos entre os diversos
naipes de instrumentos. Assim como as empresas são
feitas por colaboradores com talentos individuais e
coletivos, distribuídos por departamentos que
precisam estar em perfeita sintonia sistêmica
e estratégica, afirma Baer.
Ele também chama a atenção, entre
outros elementos, para o desempenho do maestro - em
alusão ao equilíbrio e à liderança
pelos quais os executivos devem primar. "O maestro
usa a batuta geralmente na mão direita para expressar
as normas e procedimentos, enquanto a mão esquerda
clama pelo amor e pela paixão, que devem estar
presentes no momento certo do desenrolar da obra musical",
descreve. "Razão e emoção
andam juntas, inclusive dentro das empresas - isso nenhum
líder pode ignorar. O mais indicado é
se valer da melhor combinação entre elas",
finaliza.
Matéria relacionada
Avalie
a gestão de sua empresa gratuitamente pela internet
Leia Também:
Apressar
declaração do IR pode atrasar restituição
Confira
algumas novidades no IR 2008
Zelador
assume novo papel nos condomínios
Opção
por trabalho informal não é feita por
acaso
E-consumidor
tem falsa sensação de segurança
Apenas
uso de senha não protege rede corporativa de
dados
Estudo
aponta bancos com empréstimos pessoais mais baratos
Saiba
o que levar em conta na escolha de um MBA
Testes de personalidade são cada vez mais comuns
Quem
trabalha sentado deve cuidar da coluna
Clique
Aqui e Veja Mais Carreiras & Gestão
Leia
Todas as Últimas Notícias
|